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	<title>Pra mim, é assim... &#187; homens</title>
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	<description>Pensamentos e experiências</description>
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		<title>Pra mim, é assim... &#187; homens</title>
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		<title>Eles também são inseguros&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 20:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natimax</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nós mulheres muitas vezes não entendemos porque os homens agem desta ou daquela maneira. Esperamos algo, achamos que é tão óbvio oque precisamos e eles fazem tudo errado. Completamente ao contrário! Por isso, convidarei amigos, que se manterão anônimos, para escreverem sobre mulheres. O que vier a mente é permitido escrever.
Eu disse assim: &#8220;Pense em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorinhas.wordpress.com&blog=3022514&post=63&subd=amorinhas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nós mulheres muitas vezes não entendemos porque os homens agem desta ou daquela maneira. Esperamos algo, achamos que é tão óbvio oque precisamos e eles fazem tudo errado. Completamente ao contrário! Por isso, convidarei amigos, que se manterão anônimos, para escreverem sobre mulheres. O que vier a mente é permitido escrever.</p>
<p>Eu disse assim: &#8220;Pense em mulheres e escreva o que vier à cabeça. Escreva algo  que as mulheres não sabem&#8221;.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://amorinhas.files.wordpress.com/2008/06/apaixonado.jpg"><img class="size-medium wp-image-64 aligncenter" src="http://amorinhas.files.wordpress.com/2008/06/apaixonado.jpg?w=604&#038;h=175" alt="" width="604" height="175" /></a></p>
<p>Saiu um texto bem poético. Que fala da insegurança masculina em relação a nós seres frágeis e delicados. =P E aí está a visão dele:</p>
<p><!--[if gte mso 9]&gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&gt;                                                                                                                                            &lt;![endif]--><!--[if gte mso 10]&gt; &lt;!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-priority:99; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-theme-font:minor-fareast; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} --> <!--[endif]--></p>
<p><em> &#8220;Me pediram pra escrever um texto sobre mulheres, então vamos lá!Mulheres&#8230; bem, acho que em toda minha vida tive problemas em lidar com o sexo oposto. Pra mim as mulheres sempre carregavam um tom ameaçador em suas lindas carinhas de anjos caídos. Parece que sempre estão tão plenas de si, tão auto-suficientes, decididas e bem resolvidas em todas suas questões mais complexas, que <span> </span>me sentia um nada perto delas, principalmente as bonitas, pior que essas, só as bonitas e gostosas, e que têm plena certeza de que são bonitas e gostosas&#8230; aí já era!</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em><span> </span>Sempre fui muito racional, como a maioria dos homens, creio eu, e isso é uma coisa ruim e boa . Porque ao mesmo tempo em que sempre conseguia me expressar muito bem em situações normais, simplesmente <strong>travava o sistema quando o assunto era mulher</strong>. Entra no campo emocional, e é aí que mora o problema da maioria dos homens, no meu ponto de vista.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em>Mas estou querendo falar de mulheres, meu Deus, como é difícil falar sobre mulheres&#8230; Acho que no fundo não há muito o que se falar das mulheres, acho que<strong> mulheres não merecem definição ou narrativa, mulher é digna de poesia, música, obra de arte</strong>! Qualquer coisa que eu tente escrever classificando as mulheres, e tentando explicar, de qualquer maneira seu comportamento, ou sua inconstância, seriam somente definições muito imprecisas, e ainda não descreveriam nem 1% do fascínio, e <strong>uma gota de ameaça que as mulheres despertam nos homens.</strong> </em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em>E vocês ainda esperam que sejamos amorosos e carinhosos, e entreguemos nossos corações nas mãos de seres tão desconhecidos por nós homens?!?</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em>Amar uma mulher é uma profissão de fé! É se reconhecer forte por conseguir ser frágil, é estar pronto para o inesperado, que vem a qualquer momento, e pode ser uma briga, ou um beijo ou um sorriso do outro lado da rua que nos faz ganhar o dia&#8230;</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em>E como expressar isso às mulheres? É muito intenso para um homem!! </em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em>Fomos ensinados desde pequenos que homem não chora, homem tem que ser forte, e essa força engloba estabilidade emocional. pelo menos nessa sociedade patriarcal (onde quem sofre, como vocês podem perceber é o homem!) . </em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em>A mulher nos desestabiliza, nos tira do eixo, e não sabemos lidar com isso, e vamos aprendendo aos poucos, aos trancos e barrancos.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;"><em>Até que um dia, estamos deitados ao lado de nossa amada e lhe damos um beijo enquanto ela está dormindo, e esse beijo representa tudo o que queríamos falar, fazer e demonstrar, que não damos conta&#8230; ainda!&#8221;</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">Lindo né garotas? Tenhamos paciência com esses garotos. Assim como não entendemos como eles podem ser tão insensíveis e desatentos, eles não entendem como podemos ser tão confusas e inseguras. Eles também são inseguros!! Também sentem medo, também querem carinho e atenção, um sinal de que eles estão no caminho certo, que nós somos felizes ao lado deles sim! Afinal somos humanos, dependentes por natureza, frágeis de essencia e queremos ser amados e amar. (<em>Acho que necessariamente nesta ordem). </em>E por isso fica tão difícil. É um cego se guiando em outro. E um medroso querendo consolar o outro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">Que possamos ter mais atitudes de amor sem cobranças, sem esperar nada em troca , além de manifestar estes sentimentos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">
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		<title>Sentir medo dói!</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2008 23:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natimax</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Normalmente nos prendemos em coisas ou situações que já não nos cabem mais. E a coisa que mais nos prende normalmente são relacionamentos.
Insistimos em pessoas, em namoros, noivados que a muito tempo não nos fazem felizes. Não nos confortam, não nos alegram. Sentimos, ao contrário disso, é uma tremenda insegurança, desconforto, uma insatisfação constante.
Quem está [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorinhas.wordpress.com&blog=3022514&post=32&subd=amorinhas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Normalmente nos prendemos em coisas ou situações que já não nos cabem mais. E a coisa que mais nos prende normalmente são relacionamentos.</p>
<p>Insistimos em pessoas, em namoros, noivados que a muito tempo não nos fazem felizes. Não nos confortam, não nos alegram. Sentimos, ao contrário disso, é uma tremenda insegurança, desconforto, uma insatisfação constante.<a href="http://amorinhas.files.wordpress.com/2008/06/natasha_lyonne_untitled4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-42" src="http://amorinhas.files.wordpress.com/2008/06/natasha_lyonne_untitled4.jpg?w=298&#038;h=300" alt="" width="298" height="300" /></a></p>
<p>Quem está de fora normalmente, percebe primeiro o relacionamento fracassado. Quem não está envolvido percebe muito mais coisas do que as pessoas que estão no meio do calor e dos sentimentos de uma relação.</p>
<p>A pouco tempo me vi presa novamente a uma relação que já não me cabia. A uma pessoa que não é quem eu quero. E porque isso? MEDO!</p>
<p>Esta palavrinha que serve pra expressar um dos piores sentimentos, faz com que façamos coisas que depois nem nós acreditamos. Tamanha burrice e absurdo disso.</p>
<p>Mas de que eu por exemplo, teria medo, que me faria ficar com uma pessoa que eu sei que não quero mais??</p>
<p>Medo do inseguro, da vida que ainda não tenho, da pessoa que ainda não sou, da história que ainda não construí, de tudo aquilo que ainda não me permiti ser.</p>
<p>Tinha medo de ser tudo que ainda vou ser, medo de não realizar meus sonhos, medo de encarar meus maiores medos. Tinha medo de não ter uma família, de ficar sozinha até os 30. Medo de ser feliz assim.</p>
<p>Tinha medo de simplesmente ter que recomeçar, ter de arriscar, arriscar nada porque é isso que tenho.</p>
<p>Nestas horas eu vejo o quanto falo abobrinha.. eu sempre digo pras pessoas mudarem, largarem oque não serve, partir pra outra, buscar algo melhor. Mas pra se fazer isso, primeiro é preciso entender, sentir, perceber que aquilo não serve mais. E como eu não havia sentido ainda, eu não conseguia.</p>
<p>Dizer que uma história simplesmente acabou é muito triste, eu sei. Dizer que fracassamos é mais triste ainda. E eu sou birrenta, e orgulhosa.</p>
<p>E nem entendo porque.. Na verdade eu nem sei bem o que me prende. Junta carência, com o sonho de ter uma história bonita, e alguém que realmente eu admiro como homem e pronto.. O medo de não encontrar e não viver um outro sonho, uma outra história, me prendem a um passado que passou faz tempo.</p>
<p>E é incrível o quanto o medo nos trava, nos prende. Faz doer mesmo, porque nos sentimos impotentes. Querendo uma coisa que não queremos mais. Nosso corpo todo sabe, e ele se encolhe. E contrai o peito e faz escorrer lágrimas nos olhos.</p>
<p>Hoje eu, mesmo um pouco relutante, consigo pensar que mesmo aos 30, solteira eu posso ser feliz. Posso ter minhas manias e meus casos loucos. Ter vários amores, e talvez nenhum pra chamar de meu.</p>
<p>Ou simplesmente posso encontrar uma pessoa, que viva comigo uma nova história. Tão linda quanto nós dois fizermos ser. Tão intensa quanto nossa entrega. E que pode culminar em vários fins.</p>
<p><strong>Eu posso me criar, recriar e viver da forma que eu fizer ser. E espero que consiga ser a mais bonita possível. Sem medos&#8230;</strong></p>
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		<title>Um filme</title>
		<link>http://amorinhas.wordpress.com/2008/05/10/um-filme-de-amor/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2008 20:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natimax</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo começou na faculdade. Éramos da mesma sala, não tínhamos afinidades, ele menino anti-social e roqueiro, e eu a expansiva de qualquer lugar que gostava de músicas de festinhas, tudo ia contra, mas tínhamos interesse. (Interesse este que surgiu do nada, quando dei por mim, estava com cíumes do menino) . Havia um problema, eu tinha namorado, e era feliz com ele até [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorinhas.wordpress.com&blog=3022514&post=31&subd=amorinhas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tudo começou na faculdade. Éramos da mesma sala, não tínhamos afinidades, ele menino anti-social e roqueiro, e eu a expansiva de qualquer lugar que gostava de músicas de festinhas, <strong>tudo ia contra, mas tínhamos interesse</strong>. <em>(Interesse este que surgiu do nada, quando dei por mim, estava com cíumes do menino)</em> . Havia um problema, eu tinha namorado, e era feliz com ele até então. Mas <strong>certas coisas simplesmente não podem ser diferentes</strong>. Meu namorado viajou e ficou alguns meses distante. O encanto pelo desconhecido, pelo desencantado com a vida, foi maior. Com certeza, quando eu o beijei no meio do corredor, não imaginava toda a história que viria pela frente, e nem ele, ao ficar feliz com aquilo. <strong>Começamos errado, tinha que ser assim</strong>.</p>
<p>Assim, que terminei com o outro já começamos a namorar, era muito intenso. <strong>Nosso caso nunca foi suave, sempre muito&#8230;</strong>A primeira decepção não demorou a acontecer. Terminei com ele, por causa do ex.  E as primeiras lágrimas caíram, doídas, sentidas, tão fortes quanto á paixão que a pouco tempo havia começado.</p>
<p>O convívio diário forçava tudo. Impossível disfarçar, fugir, não ver. A energia doía,  a vontade de tudo estava ali, mas a dor também. Entre discussões e mágoas escutei pela primeira vez: &#8220;Nós não seremos amigos. Eu te quero como namorada. Não confio em mulheres como amigas&#8221;. Mal eu sabia que escutaria esta frase, e várias versões da mesma, por muitas vezes ainda. Eu ainda tinha idéia que seríamos amigos. Batia o pé nesta possibilidade, e realmente achava plausível. Eu precisava dele, queria-o perto de mim, seu contato, sua energia, seu mundo. Eu ficava feliz com ele.</p>
<p>Terminei com o ex novamente. Era daquele que eu gostava. <strong>Eu precisava de seu mundo. Eu precisava daquilo, eu era melhor ali</strong>. Mas a confusão de uma menina carente e que achava que o mundo era responsabilidade sua, ainda fez com que eu fizesse este ioio muitas vezes. Cada vez mais doído, mais difícil, mais um abrir mão, mais uma aceitação. Mais dor, mais sentimento, mais paixão. Tudo forte. Brigado, doído, xingado, chorado e perdoado, amado e querido. Escrevíamos sempre <strong>uma novela mexicana</strong>. Com todos os dramas, sofrimentos e lágrimas possíveis. Com toda dor e amor que isso pode ter.</p>
<p>Nossos ciclos duravam em média 6 meses. Namorávamos por este período, onde tudo era maravilha. Logo vinham as desavenças, os interesses diferentes, e a imaturidade fazia com que nós dois fugíssemos, cada um à sua forma, daquilo que começava a incomodar. Enquanto namorávamos erámos tudo um pro outro. Amigos, companheiros, cúmplices, família, quebra-galho, tudo!! Estávamos sempre juntos e compartilhávamos tudo. Discutíamos pouquíssimas vezes. Quase sempre sem sentido. Sempre pensamos diferente em relação ao agir no mundo. Diziamos que <strong>éramos dois lados da mesma moeda.</strong> Completamente diferentes, mas com interesses em comum, com a mesma base, a mesma vontade, mas ainda assim diferentes.</p>
<p>Mais um término, desta vez namoro com outra pessoa. Não adianta. Fugir de um problema, só nos faz cair no mesmo lugar de novo. A insatisfação voltava do mesmo jeito. E <strong>meu mundo perdia completamente o sentido sem ele</strong>. Ele era o melhor. Me fazia ser a melhor, com ele eu tinha que pensar, mudar, sofrer, analisar, ponderar, mas eu podia confiar, me entregar, amar, compartilhar. <strong>Ele me aceitava, mesmo com dor, mesmo sem querer, ele me aceitava toda</strong>. Com ele eu me sentia acolhida, eu podia ser tudo. Ele até brigava ás vezes, mas eu podia ser! <strong>Vivíamos um eterno drama</strong>, querer o bem que te faz sofrer, querer o que você não quer.</p>
<p>Mais uma vez voltamos. Desta vez eu havia decidido, não queria saber mais de passado. Consegui reconquistá-lo e reatamos novamente. Começamos outra história, com um contexto um pouco diferente. E desta vez o tempo foi bem maior, o sentimento mais profundo, a entrega mais verdadeira. Vivemos um <strong>romance típico</strong>. Com erros, acertos, conversas, muitos amigos, encontros, dia a dia, tínhamos um cachorro, contas a pagar, e eu fazia encontro com os amigos. Tínhamos quase uma vida de casado. E este quase me incomodava. Eu estava toda ali. <em>(Achava pelo menos) </em><strong>Eu queria a vida dele, ele, pra mim.</strong> Construíamos sonhos, viajamos, e estudamos juntos. Ele me apoiava nas decisões da vida e eu a ele também. Um confiava sempre no melhor do outro. Sabíamos que éramos seres maravilhosos e respeitávamos isso. Tínhamos nossos desentendimentos, mas era tudo tão pequeno, coisa que não tinha importância. <em>(Achava pelo menos) </em>Estávamos em ótima sintonia e conseguíamos nos comunicar bem, pelo menos sobre o que percebíamos. (<em>O que era bem pouco.) </em></p>
<p>Resolvemos neste momento dar um passo à diante. <em>(Eu era convencida que foi livre escolha dele, mas hoje tenho minhas dúvidas se minha pressão não foi muito grande) </em>Compramos as alianças. Tudo à dois. Tudo junto, como sempre faziamos. <em>(E as suspresas? O romantismo? Cadê? Eu achava que não, mas algo gritava dentro de mim).</em> Os presentes já eram escolhidos por mim e ele pagava, as saídas quase sempre depois do trabalho, sem preparo, sem banho, sem cuidado, os encontros era para irmos ao shopping pagar contas. Cinema? Só pra certos filmes e também sem cerimônias. Barzinho? Só com amigos e poucas vezes. Muito disso (se não tudo) foi por grande impulso meu. Mas nada é feito sozinho, e fico impressionada de não percebermos isso á tempo. Como não víamos o fracasso que esta relação esperava se continuasse assim.</p>
<p>Ele entrou na faculdade novamente, e eu estava formando. Ele no ritmo das festinhas e eu preocupada com trabalho e conclusão de curso. Disparidades que poderiam ser muito bem aproveitadas. Mas meu ciúme não deixou. Eu não sabia que tinha ciúme, e <strong>sorria pra tudo, mas ao mesmo tempo alimentava uma mágoa dentro de mim</strong>. Ele ia pras festas, bebia com a turminha, eu de implicância não gostava de beber, implicava com todo mundo, simplesmente eles não era legais. Mas não falava tanto, simplesmente ficava irritada, ele percebia, mas não tinha o que fazer. Era tudo muito mascarado, por nossos medos e por nossa falta de conhecimento. Nossos enganos sobre oque sentíamos fazia com que reagíssemos de maneira acomodada a tudo.</p>
<p>O choque veio rápido. Eu ia casar, ia ter minha casa, ia realizar meu sonho. E estava mechendo tudo, rápido..rápido demais, eu não o esperei. Sai correndo o puxando pelo braço. <strong>Ele queria ficar, eu ir. Ele não veio</strong>.  Começou com um simples desinteresse, até culminar na frase &#8220;Eu não quero casar. Eu não dou conta, não estou seguro&#8221; Aquilo me doeu muito, e só hoje eu percebo <em>(inclusive enquanto escrevo isso, sinto a dor novamente, a respiração falha, e o peito aperta. Sim foi um choque.. que depois de muito tempo eu fui sentir) </em><strong>Nem reagi, como era comum de mim</strong>. Minha maneira de encarar tudo com naturalidade, como se tudo fosse assim mesmo, atrapalhou bastante toda nossa história. Como assim não quer casar mais? Que merda é esta? Foi a reação de todas minhas amigas. Mas pra mim era normal. Afinal o que eu poderia fazer? Obrigá-lo? Iria deixá-lo por isso? Ok. Sem casamento. Parem os preparativos!!!</p>
<p>A idéia de sermos só noivos não me animava mais. (Pra que afinal? Se a gente não ia casar, pra que carregar um anel no dedo? Sem motivo aparente?) A insatisfação começou a me deixar impaciente, irritada, descontente, chata, mandona, e tudo de ruim que uma mulher pode conseguir expressar.</p>
<p>Chegou o momento, não queria namorar mais. Não tinha sentido mais estar com ele. Estava confusa, perdida no meio da dor. Não conseguia nem sentir o que estava sentindo, quem dirá sentir algo por alguém. Terminei. Ele pediu &#8220;Não vamos terminar, vamos continuar namorando, você sabe que vai dar merda&#8221;. Não. Eu não queria. Ele me contou coisas que eu não sabia. Naquele momento tive certeza, não era aquilo que eu queria, era tudo que não era pra ser. Tava tudo errado. Eu não queria aquilo que eu era, que ele era. Naquele momento pelo menos não.</p>
<p>Terminamos, continuamos a nos falar, a nos ver, eu ainda precisava dele, mas não tanto. E nos mantivemos assim. Até eu me afastar. Mais uma fuga minha, me envolvi com outro. E ai fudeu tudo de vez. Mas como sempre, fico cega nestas horas, achava que era assim que devia ser. Mas <strong>existem coisas que simplesmente não podiam ser diferentes</strong>.</p>
<p>Na época do Natal, da época que seria nosso casamento, a dor apertou, a solidão voltou, a dúvida, o medo, tudo. O natal era nosso momento, sempre ficávamos felizes e gostamos desta festividade. Sempre cultivamos a idéia de família, de lar, queríamos isso. Era uma das bases que a gente tinha igual. OQUE EU ESTAVA FAZENDO? Mais uma vez, perdi o rumo, fiquei insatisfeita. Mas desta vez, não voltei como uma louca. Me desliguei do relacionamento que vivia. Minha formatura se aproximava. Ele tinha vivido comigo a faculdade toda, ele devia estar ali. O procurei. Pelo menos orgulho é algo que eu não tenho. Voltamos a nos falar. Ele também ainda era ligado a mim, nos encontramos de novo, estávamos juntos na formatura, dancei valsa com ele. Foi quase perfeito, pois ainda tinha mágoa. E eu me decepcionei com minha formatura, por &#8216;n&#8217; fatores. Hoje agiria diferente. <em>(Apesar de não gostar muito disso, o alcool, ajudou muito minha formatura, se eu e ele não tivéssemos bebido, tudo seria muito pior do que foi pra mim) </em></p>
<p>Logo, deixamos de nos encontrar de novo. Muitas expectativas, e muitas frustrações. É isso que acompanha nossa história.  Alguns sentimentos não bastam pra se ter um relacionamento. Só vontade não resolve.</p>
<p>Ainda somos <span style="text-decoration:line-through;">completamente </span>guiados por nossos impulsos. E o medo se entranha no nosso intimo. O melhor pra uma relação é não saber nada do passado.</p>
<p>Podíamos nos dar uma chance, como daríamos pra qualquer outra pessoa que não conhecemos. Mas ai que está o ponto. Não dá!  Já é dificil acreditar que o outro não é aquilo que EU acho que ele é. Enfim, algumas coisas não podem ser diferentes.</p>
<p>Depois de 5 anos de história, de choro, amor, lágrimas, risos, porres, músicas, comida, pizza, doces, sono sábado a tarde, discussões filosóficas, orações, livros, auto-conhecimento, faxina, brigas, discussões, festas, amigos, viagens, abraços, vitórias, conquistas, mágoas, concursos, familia, cumplicidade, loucuras e um cachorro, posso dizer que somos amigos.</p>
<p>(<em>Não destes de dia a dia, porque não dá pra ser assim.) </em>Amigo de saber que se tudo está fudido, tem alguém no mundo que te ama, te respeita e quer seu bem. Aquele amigo que sabe muito de você, então qualquer palavra, explicação, justificativa não cabe. Aquele amigo que deseja do fundo da alma e coração que você encontre um amor de verdade onde você caiba todo!</p>
<p>Eu simplesmente agradeço. Da maneira mais humilde que meu ser arrogante consegue, a oportunidade de conviver com ele e de ter aprendido tanto. E hoje estar pronta, pra uma nova fase, um novo momento na minha vida!</p>
<p>Obrigada!!</p>
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		<title>Eu sinto ciúmes</title>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 14:32:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natimax</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Certas coisas a gente só consegue sentir, e observar que está sentindo depois que toma conhecimento racional a respeito delas. Antes de entender racionalmente que eu sentia ciúmes, eu era incapaz de ligar meu mal estar, minha raiva à atitude de uma pessoa, ou mesmo a uma pessoa.
Ficava irritada, de mau humor, chata e cobrava [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorinhas.wordpress.com&blog=3022514&post=26&subd=amorinhas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Certas coisas a gente só consegue sentir, e observar que está sentindo depois que toma conhecimento racional a respeito delas. Antes de entender racionalmente que eu sentia ciúmes, eu era incapaz de ligar meu mal estar, minha raiva à atitude de uma pessoa, ou mesmo a uma pessoa.</p>
<p>Ficava irritada, de mau humor, chata e cobrava muito mais que o normal. Mas era impossível de resolver o problema, pois eu não sabia ligar a causa à consequência.</p>
<p>Hoje, já ciente que <strong>eu sinto ciúmes sim</strong>! E muito. <strong>Posso escolher como reagir a ele</strong>. Posso observá-lo dentro de mim, dando ordens de comando e remexendo tudo por dentro. Posso sentí-lo inteiro, manifestando em meu corpo, e em meus pensamentos.</p>
<p>O interessante é observar. Neste momento já consigo me olhar de fora. Como o observador distante, mas ao mesmo tempo presente. E é impossivel não rir de si mesmo, ao se observar irritado, com raiva, dando chiliques&#8230; eu pelo menos acho a maior graça de mim mesma.</p>
<p>Ao ler, ou escutar algo <strong>eu vou até a cena</strong>. Me vejo lá, observo tudo, estou em um canto, de braços cruzados, ou sentada, não muito próxima, mas presente o suficiente. <strong>O semblante passa tranquilidade</strong>, e quase um sorriso, mas <strong>na verdade destilo veneno através dos olhos</strong>. Vejo contato, risos, abraços, envolvimento, odeio o que vejo. Eles se tocam, suam, riem juntos. Se encostam, trocam informações e a conversa rola solta. E eu vejo, de fora, eu não participo. E mesmo que depois seja convidada, já não me interesso naquela diversão. A noite já perdeu a graça, já fui excluída, e  com um sorriso vivo, agradeço e justifico, &#8220;estou cansada&#8221;. (Cansa controlar meu corpo e não voar no pescoço da dita-cuja)</p>
<p>Meu intelecto, meu racional, pensa: &#8220;Nossa, que legal isso, fico feliz por ele. &#8221; &#8220;Não, eu não sinto ciúmes, quero mais que ele esteja feliz.&#8221; &#8220;Que bom que ele está feliz, e que está vivendo coisas legais com outras mulheres&#8221; &#8220;Eu fico feliz com a alegria de meus amigos&#8221;.</p>
<p>HAHAHAHAHAHAHAH</p>
<p><strong>Quanta mentira!!!</strong> Muita mentira mesmo. Da pior espécie possível, a que engana a si mesmo.</p>
<p>O que sinto na verdade é:  &#8220;O infeliz ficou com outra, não acredito que ele se diverte sem mim&#8221; &#8220;Putz, quem será esta baranga? Deve ser uma vaca.&#8221; &#8220;Ah, ele quer só comer ela mesmo, trouxa.&#8221; &#8220;Que ódio. Eu que queria estar ali.&#8221; &#8220;Eu detesto saber que alguém se alegra sem mim.&#8221;</p>
<p>Sério mesmo. É isso que eu sinto. Mas graças-ao-bom-deus-dos-egos-inflados eu consigo não me mover guiada por estes pensamentos. Ainda não consigo deixar de tê-los. Mas <strong>escolho não manifestar</strong> todo este orgulho, egoísmo e ódio contra a pessoa, tanto a que eu gosto, quanto a que passei a odiar instantaneamente.</p>
<p>Outra coisa a ser observada, como bem fala um amigo meu em seu blog, é a reação do corpo. Sim! Ele reage sozinho. Mesmo que eu não queira escutar a voz maléfica que susurra no meu ouvido, tentando me guiar, <strong>meu corpo escuta e me diz o quanto aquela situação me incomoda</strong>.</p>
<p>No caso do ciúme, posso sentir meu corpo se contraindo, sim, ele se fecha, se dobra, pra dentro, remoendo seu próprio veneno. O coração dispara, mas pesado. A respiração fica curta, quase falha, o rosto se fecha, o semblante fica carregado. Me incomoda engolir, e minha boca seca, os lábios se contraem e ficam enrugados. Assim, como o coração. Preso, oprimido, em meio a tanta dor, e medo.</p>
<p>Neste momento, pra mim, assumir o sentimento negativo é o melhor. E eu quase grito. &#8220;SIM EU TENHO CIÚMES DE VOCÊ!&#8221; &#8220;EU QUERO VOCÊ SÓ PRA MIM&#8221;.</p>
<p>E <strong>depois de assumir, este orgulho e egoísmo, posso me sentir novamente onde estou</strong>. Aqui e agora, eu não estou mais presente na cena. Não estou encolhida mais. Estou em pé, inteira, aqui.</p>
<p><strong>Ao me sentir presente, no momento, posso rir, me envolver, me sentir</strong>. Ao abrir meu peito novamente, pode ser que force por dentro, e abra um pequeno machucado. Mas ele é meu, é vivo, e eu posso senti-lo. Me livro do peso e mesmo com pequena dor, estou presente, e livre.</p>
<p><strong>Sinto que a pessoa não é minha</strong>. Ela não precisa estar comigo, e sim ele é lindo mesmo assim. Ao livrá-lo de  mim, eu me livro dele também. <strong>E me livro de mim mesma.</strong> Ele não precisa estar comigo. E eu não preciso estar com ele.</p>
<p>Eu pisco os olhos, sorrio e sinto quantas coisas existem lá fora. O quanto vale a pena gostar, e sentir isso tudo. E como é bom escolher gostar de alguém.</p>
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		<title>Como amar um estranho</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 20:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natimax</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Como se monta um relacionamento?
Normalmente seguimos alguns passos que transformam o desconhecido em amante.
Primeiro nos interessamos,  observamos, conhecemos, sentimos o outro a distância. Depois conversamos (em alguns lugares não), nos aproximamos, temos contato, acontece o beijo,  sentimos o outro, compartilhamos experiências, percebemos como a pessoa é, se gostamos da maneira dela de agir no mundo.  Se aprovarmos,  continuamos a construir a intimidade, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorinhas.wordpress.com&blog=3022514&post=11&subd=amorinhas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a title="beijo.jpg" href="http://amorinhas.files.wordpress.com/2008/03/beijo.jpg"><img style="width:282px;height:102px;" src="http://amorinhas.files.wordpress.com/2008/03/beijo.thumbnail.jpg?w=249&#038;h=98" alt="beijo.jpg" width="249" height="98" /></a></p>
<p>Como se monta um relacionamento?</p>
<p>Normalmente seguimos alguns passos que transformam o desconhecido em amante.</p>
<p>Primeiro nos interessamos,  observamos, conhecemos, sentimos o outro a distância. Depois conversamos (em alguns lugares não), nos aproximamos, temos contato, acontece o beijo,  sentimos o outro, compartilhamos experiências, percebemos como a pessoa é, se gostamos da maneira dela de agir no mundo.  Se aprovarmos,  continuamos a construir a intimidade, até chegarmos ao ponto de dormir abraçado, tomar banho junto, comer, dividir o mesmo teto, tudo.</p>
<p>Mas e se começamos ao contrário?  E se começarmos uma relação direto na intimidade, no dividir o mesmo teto, comer e dormir abraçado. Será que dá certo?</p>
<p>Como podemos nos abrir com uma pessoa que não conhecemos, uma pessoa que não sei se tem hábitos que me agradam ou não, que não sei se é timido, extrovertido, amigo, calmo ou alegre?</p>
<p>Como ser íntimo de alguém que não sei catalogar em características que uso para definir as pessoas, alguém que não tenho nada em comum. Porque tão pouco sei o que ele pensa, sente ou gosta.</p>
<p><strong>Será que é necessário &#8220;saber&#8221; o outro pra nos abrirmos?</strong> Para nos entregarmos do jeitinho que somos? Ou será que este saber impede justamente isso, a entrega, o envolvimento irrestrito?</p>
<p><strong>Quando você não conhece o outro, não o define como isso ou aquilo, ele pode ser qualquer coisa.</strong> Simplesmente qualquer coisa. Ele pode ser leve e dançante, alegre e feliz, cansado e triste, nervoso e grosso, amante e amado, carinhoso e acolhedor, tudo a cada momento, a cada segundo. Justamente porque você não sabe o que ele é, você não espera nada. E nem se assusta, você não se surpreende com os padrões do outro, mas pode se alegrar a cada momento com atitudes que você não espera.</p>
<p>Sua mente até pode querer se prender a suposições, mas no fundo você sabe que não o conhece. Esta idéia de conhecer o outro que nos limita, que impede o desenvolvimento dos dois, e de todos em qualquer relação. <strong>E se você não sabe nada dele, você também não sabe nada de você ali</strong>. Afinal, você nao sabe do que ele gosta.</p>
<p>Neste ponto você também é livre, totalmente livre. Pois não existem regras, aliás, você não as conhece. Então só pode se guiar em si mesma. Em suas vontades, nos seus próprios limites. <strong>Ele pode</strong> <strong>amar e odiar tudo a qualquer momento, qualquer coisa que você faz é arriscado</strong>. Pode agradar muito ou não. Então como se guiar? Não tem jeito. Não tem como saber, <strong>não tem como acertar, o lance é jogar, se jogar</strong>.</p>
<p><strong>Se eu não me defini,  eu posso também ser mais do que já fui</strong>. Quando não tem ninguém pra dizer &#8220;Você não é assim&#8221;, você se permite ser mais, experimentar mais, viver outras coisas, fugir da trilha que você mesmo se colocou um dia.</p>
<p>Se eu me definio em qualquer relação antes que ela aconteça, eu diminuo meu mundo, restrinjo minha abertura, limito as possibilidades. Mas se eu inicio algo sem saber quem eu sou ali, ou quem o outro é, <strong>nós dois podemos SER</strong>, simplesmente, sem definição, sem limites, sem amarras.</p>
<p>Quando não se é nada, abrimos um campo inifinito que nos possibilita ser tudo.</p>
<p>Meu Deus, como perdemos oportunidade de sempre ter o melhor amante do nosso lado. Porque a partir do momento que definimos nosso companheiro como um amante medíocre, ele dificilmente será outra coisa. Principalmente se ele se definir assim também.</p>
<p>Quando não somos nada, quando não possuimos nenhum rótulo de comportamento aos olhos do outro podemos ser muito mais coisas. Posso ser a maluca, a certinha, a timida e a folgada, a companheira e a encrenqueira.</p>
<p>E quando não se é nada o que  sobra? Se nem eu nem o outro somos nada, nós podemos criar juntos, criar algo nosso, criar um sentimento, uma situação, uma relação. Nós podemos criar o amor, um amor, literalmente, fazer amor.</p>
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		<title>Caça e Caçador</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 01:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Natimax</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Homens e  mulheres estão sempre envoltos na energia de caça e caçador. Principalmente quando saem num sábado à noite. Ou seja, homem sempre quer &#8216;pegar&#8217; mulher e nós queremos ser conquistadas por eles correto???
Não. Nem sempre, e no meu ver, a primeira afirmação é a mais inconstante.
Mas como assim?? Homem não quer sempre pegar mulher??
Pior que não!! E eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=amorinhas.wordpress.com&blog=3022514&post=10&subd=amorinhas&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Homens e  mulheres estão sempre envoltos na energia de caça e caçador. Principalmente quando saem num sábado à noite. Ou seja, homem sempre quer &#8216;pegar&#8217; mulher e nós queremos ser conquistadas por eles correto???</p>
<p>Não. Nem sempre, e no meu ver, a primeira afirmação é a mais inconstante.</p>
<p>Mas como assim?? Homem não quer sempre pegar mulher??</p>
<p>Pior que não!! E eu pude constatar isso no sábado dia 08.</p>
<p>Fui a uma festa de video game. A banda que tocou na festa só toca músicas de video game. Ou seja, aqueles &#8220;tokinhos&#8221; dos joguinhos de nossa infância estavam lá, em forma de rock, instrumental e dançante.</p>
<p>E detalhe, fui sozinha à festa. Minhas amigas não gostam de rock, e muito menos de video game, festas alternativas então, nem pensar. Assim, para não reduzir meus programas de sábado à noite às coisas que minhas amigas gostam , me aventurei sozinha em uma baladinha.</p>
<p> Voltando ao assunto do post então&#8230; mulher solteira, sozinha, bonita em uma festa, é alvo fácil de xavecos. Mas NÃO em festas onde o foco principal são eles, e não elas.</p>
<p>Acreditem, todos os homens que estavam no recinto estavam interessados única e exclusivamente em ver o show, curtir as músicas e jogar (tinha video-games disponíveis para quem quisesse jogar durante as músicas).</p>
<p>Das mais de 4 horas que permaneci na festa, não tive nenhum problema com homens sedentos. Curti o show numa boa, dancei, me diverti e me surpreendi com a diversão dos garotos que estavam ali. Era empolgante ver marmanjos no alto de seus 20/25 anos gritarem de empolgação ao reconhecerem uma música ou ao ouvir o nome de um jogo querido.</p>
<p>Eles se olhavam ( Véio, que massa), vibravam (\m/) e curtiam o som, só, simples assim.</p>
<p>Acredito que o mesmo seja verdade para as outras paixões masculinas. Dentre elas, jogos (futebol, video game, cartas), tecnologia (blogs, computadores, celulares), carros e etc.</p>
<p>Então, se um homem te dizer que vai a uma festa/reunião/encontro sobre uma destas coisas, ele realmente pode ir sem nenhuma intenção de ficar com alguém, ou sequer de ver mulher.</p>
<p>Eles se divertem, se envolvem se conectam com outro tipo de caça, acredito que seja com a busca de ser o melhor do bando.</p>
<p>E ser o melhor do bando envolve várias outras coisas, não só ter a melhor fêmea. Aliás, ter a melhor fêmea é consequência de ser o melhor do bando. Então, ele vai investir tempo e dedicação nisso. Em buscar ser o melhor (no que ele julga melhor).</p>
<p>Mas, <em>pera lá</em>  não é só porque existem homens dedicados exclusivamente a coisas de homem, que não existam alguns que usem destes artificios para realmente sair para pegar mulher. E que usam destes eventos como &#8220;caça a fêmea&#8221;.</p>
<p>Um olho aberto e atento é sempre importante e não faz mal a ninguém não é??</p>
<p> <em>Dica minha: Para saber até que ponto seu querido se interessa realmente por qualquer coisa, pergunte, se interesse, questione, queira realmente conhecer um pouco deste mundinho dele, e quem sabe tirar dai, algumas ferramentas para apimentar a relação e encantá-lo. Homem que sabe de muitas coisas, é muito melhor!! <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </em></p>
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