Nossa vida é um interminável giro, temos ciclos… mudanças comuns à todos, assim como as estações do ano. Se prestarmos bem atenção, veremos que nossa vida, não é muito diferente da do nosso vizinho e que definitivamente, a grama dele, não é a mais verde.
Quando convivemos em grupos, temos tendências a acompanhar o ritmo do mesmo, ainda mais porque normalmente convivemos com pessoas que têm a mesma opinião, gosto, idade ou condição social que nós mesmos, ou quase sempre, mais de duas características destas conjuntamente.
Quando eu estava no 1º ano do ensino médio, eu e minhas amigas, estávamos pra completar 15 anos de idade. Fui a inúmeras festas, ajudei a escrever algumas homenagens e me preocupei com um tanto bom de roupas.
No terceiro ano, a preocupação comum era a faculdade. Qual curso? Em qual faculdade? Quem está preparada.. e no final do mesmo ano, acompanhei de perto o sofrimento, dos que não passaram, e a alegria, dos que conseguiram, assim como eu, entrar em uma faculdade ( federal, diga-se de passagem).
Já na faculdade, o ciclo era outro, os amigos iam tirando a CNH, ganhando carros, e eu acompanhei de perto, novos ciclos se repetindo em muitas vidas.
No meio dos 5 anos de faculdade acompanhei muitos inícios e fins de namoros, muitas festas e decepções, muitas alegrias e tristezas. E chegando no último ano, o da minha formatura, assim como eu corria com os preparativos, podia discutir opiniões com amigas que faziam o mesmo, e enfim participei de minha primeira festa de formatura (sim, eu fui em uma festa de formatura, a primeira vez, quando já estava no 5º ano de faculdade).
Depois da minha formatura o dilema é a carreira. Muitos claro, já estavam encaminhados na vida, já havila passado em concursos, já haviam definido seus sonhos, e outros como eu se encontravam e encontram como folha ao vento, saber que rumo tomar com o curso que escolheu.
Passado o problema da carreira, ou paralelo a ela, vejo outra fase sondar minha vida, e a de minhas amigas. E esta acredito que é a pior, ou mais difícil delas, porque depende de outra pessoa que não você: o casamento.
Estou com 23 anos e minhas amigas se encontram nesta faixa etária. Claro que dentre todas elas, existem as não querem casar, as que nem namoram, as que já tem filhos, as que estão grávidas e sem marido, as casadas sem filhos, e as que namoram a muito tempo e estão na iminência de casamento, estas, a de situação mais dificil e chata!!
Eu e elas temos um problema.. ainda acreditamos em um sonho, mas que é totalmente possível de ser realizado.
Apesar de todas trabalharmos, sermos independentes, pagamor nossas contas, termos carro próprio e sermos dedicadas, companheiras, e animadas, não nos descuidamor e planejarmos um futuro, ainda assim temos dificuldade em concretizar o sonho de um casamento de verdade.

Os noivinhos tão felizes!
Como? Assim.. queremos que o cara planeje, compre as alianças, prepare um jantar, fale com nossa família, pense em uma surpresa, se dedique na realização disso. E principalmente, não demore 5 anos ou mais para assumir que ele quer casar, afinal todos eles já deviam saber que querem ficar com as namoradas, senão, porque namoram?!
Na verdade, o que cansa é a incerteza, as dúvidas, o medo. Muitos falam em “juntar”, mas casar “não”..engraçado ver como isso é muito diferente na cabeça dos homens e muito igual na cabeça das mulheres.
O que acontece hoje, é responsabilidade das mulheres, que permitem que os namoros se estabaleçam de tal forma que os homens ficam acomodados na zona de conforto.
Pra que eles vão casar se na maioria das vezes, tem a namorada, a companheira, sexo, alguém que divida as contas e ainda o conforto da casa de solteiro, um refúgio onde ele se esconde quando ela não está do jeito que ele queria. Onde ele decide sempre como gastar o dinheiro e como agir.
Porque ele se dará ao trabalho de ralar e trabalhar para conquistá-la e convencê-la a casar com ele, se tudo que ele poderia querer já tem sem esforço algum?

Tá aí.. como deve ser!!
Será que os casamentos serão mais queridos e pensados por parte dos homens quando eles não tiverem mais as ‘facilidades’ dos tempos modernos?
Não sei, definitivamente a solução pra estes problemas da modernidade esta nas mulheres, nós somos as responsáveis por termos homens acomodados e sem inicitiva e responsabilidades. Rotina, sexo, contas, envolvimento é coisa pra ser feita depois do casamento e não antes.
Enquanto buscarmos segurança, em coisas que não são seguras, enquanto agirmos de maneira não adequada como namoradas, não conseguiremos chegar ao casamento feliz que sonhamos. Devemos sim, ser amigas companheiras, aproveitar o namoro para descobrir a maneira de pensar e agir, pensar juntos os sonhos, e o que pretendem construir e deixar o peso das outras coisas para o pós casamento, depois que os dois conscientemente e com vontade assumiram a responsabilidade de construir uma familia e de permanecer junto, independente dos problemas, caras feias e tribulações que surgirão.