Eu, Ideias, Pensamentos, Relações, Será?

O homem da minha vida

Lendo um texto de um amigo, no qual ele relata um momento com a mulher de sua vida, que hoje já não ocupa este papel, me veio o seguinte pensamento. Será que a gente tem só um homem da vida?

Quando estamos apaixonados sentimos necessidade de ter segurança. Buscamos quase sempre uma base para nos sustentar, nos manter.

Para ter esta base rotulamos as coisas e as pessoas a nossa volta. E uma das definições que gostamos e até sonhamos em colocar é a de homem/mulher da vida.

Determinamos que é alguém e pronto, a pessoa passa a ser a única em todo universo. O único, o melhor, o que eu quero pra sempre.

Viver assim, com a certeza que é aquela pessoa que eu quero e que é a ela que quero fazer feliz pra sempre, é excelente. O problema acontece quando esquecemos  que nossa vida inteira é hoje, é agora. Nós não temos amanhã, nem depois. Temos só este minuto.

Neste sentido, se hoje é esta pessoa que eu amo, se é ela que eu quero. Ele é a pessoa da minha vida sim.

E será até o dia que eu morrer ou mudar de idéia. Isto pode demorar, uma hora, um dia, um mês ou 50 anos. Desde que eu não esqueça deste detalhe, as relações podem ser muito mais intensas e verdadeiras.

Se eu tenho consciência que eu posso mudar de idéia, eu sei também que o outro pode. Se eu sou livre pra decidir, o outro é também. E como eu posso não querê-lo mais, ele também pode não querer mais aquele papel.

E esta mudança não era pra ser infeliz. Claro que a gente grila um pouco em não ter nossos desejos satisfeitos, afinal somos movidos por necesidades egoístas e, quase sempre, puramente instintivas. Mas, é importante ter consciência deste processo, e da certeza que a liberdade de escolha é a melhor conquista que um homem e uma mulher pode ter dentro de um relacionamento.

Se eu me respeito, e me vejo livre pra decidir qualquer coisa em minha vida, eu normalmente respeito o outro também, em suas decisões de escolher o melhor pra vida dele.

E se a liberdade é o melhor pra mim, eu quero é ser livre pra escolher o homem da minha vida, a cada dia, no dia-a-dia. E quando não quiser escolhê-lo mais, é só avisá-lo disso. E arcar com qualquer consequência da minha escolha.

E sou livre pra decidir. E mais ainda pra assumir as consequências. Que sempre vêem, mais tarde ou mais cedo. Simples escolhas.

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