Eu, Ideias, Pensamentos, Será?

Quando não saber é melhor…

Eu não sei se minha cabeça que funciona diferente, ou se todo mundo (ou alguns) são assim também. (Talvez as pessoas até sejam assim, mas não têm consciência. Eu sou invocada em achar que as pessoas não tem consciência das coisas).

Quando estamos conhecendo alguém (para um relacionamento no caso), o que nos faz investir naquela relação?

O que me faz escolher se quero conhecer mais a pessoa ou não? E quais são as bases desta escolha?

Claro que existem aquelas vezes que, quando percebemos, simplesmente já estamos envolvidos. Mas, na maioria dos casos, a gente escolhe, se vai prosseguir naquilo ou não.

Somos atraídos por um detalhe qualquer, sem sentido nenhum. Pode ser um belo par de olhos, um sorriso sincero, uma facilidade em te fazer rir, estas sutilezas que nos encantam sem motivo aparente. Porém este sorriso, este olhar, não te prendem muito tempo, tem que ter algo mais, e perceber este algo mais que é (na minha visão) mais consciente.

Eu penso em muitas coisas. É como se a cada momento eu verificasse se a pessoa “serve” pra mim, ou não. E eu tenho uns requisitos um tanto engraçados, como: 1)Falar português bem. 2)Ter respeito com outras pessoas. 3) Não fumar na minha cara. 4) Ser responsável em trocentos sentidos. 5)Ter um mínimo de consciência ambiental e fazer sua parte. 6) Não ser violento. 7) Não ser preconceituoso. 8 ) Ter um timbre de voz legal. 9) Gostar de música. 10) etc etc etc

Claro que a maioria destas coisas a gente só percebe depois de um tempo de convivência. Mas muitas já dá pra saber rapidinho.

Outras coisas também são importantes, dentre elas: a forma que a pessoa pensa a vida, o que ela pretende para o futuro, se gosta de se desenvolver (seja no estudo ou no trabalho), se eu acho que será um bom pai (sim, até isso eu penso) . Além destes aspectos mais psicológicos tem os físicos também, se o abraço me conforta, se eu me sinto à vontade com a pessoa.

Muitos podem questionar : “Nossa, mas você pensa isso tudo? Aí não fica natural.” Justamente… os relacionamentos hoje não são muito naturais e espontâneos. Estamos sempre preocupados com alguma coisa, com o que o outro gosta, com o que ele vai pensar, com a opinião dele sobre as minhas atitudes.

Se eu questiono, analiso e cobro, eu só posso pensar que a pessoa faz o mesmo né?

Já tive um relacionamento entregue com um desconhecido. Uma pessoa que eu não sabia dos sonhos, pesadelos, da infância, dos conceitos e preconceitos. Eu sabia o essencial, as coisas práticas. Onde trabalha, o que faz, onde mora. Mas não sabia o porque de tais escolhas. Ele também não sabia nada de mim, só o superficial também. E quando nos encontramos (marcamos de nos encontrar, sem saber nada um do outro, sem saber o que nos esperava. Não, não deu medo) foi maravilhoso. Porque podíamos ser tudo.

Ele me deu vinho seco pra beber. Ele não sabia que eu não gostava. Na verdade, nem eu sabia, porque eu tinha decidido não saber nada de mim ao lado dele. E eu vi que ao contrário do que eu mesma pensava, eu gosto de vinho seco sim!

Eu não comia comida japonesa, porque nunca tive vontade, achava feio e meio nojento. Ele também não sabia. E nós fomos em um restaurante japonês. E eu amei!

Quando você não se limita, não se restringe, você pode mais, a pessoa pode mais com você, e os dois só crescem.

Depois de ter percebido todo este controle, e de ter aberto mão dele uma vez, e perceber que é bem mais gostoso, hoje eu penso bem diferente quando o assunto é relacionamento.

Quando eu quero conhecer alguém, eu tento não conhecer algumas coisas, não trazer o envolvimento pro intelecto. Tentar sentir, experimentar, antes de determinar conceitos. Ver no que vai dar, arriscar, não fixar, expandir minhas possibilidades.

Se eu não gosto de algo, e eu limito isso com todo mundo, eu perco a oportunidade de encontrar alguém que me dê o que eu goste. E isso vale pra tudo. Cada pessoa é de um jeito. E eu também sou diferente a cada momento. Eu mudo de pensamento, de vida, de meio. Uma coisa que eu não gostava, hoje eu posso amar, e o mesmo vale ao contrário!

Quem não se lembra que quando criança, em algum momento os meninos eram chatos, e a gente queria ficar mais perto das meninas? Que beijo de língua era nojento ou no mínimo estranho?

Enfim, o que interessa é que mudamos de opinião, e que quanto menos nos prendermos em conceitos, em definições e em padrões, poderemos sentir mais, conhecer mais, amar mais. Nosso mundo fica maior, nossa alma cresce…

Eu tive mais sucesso depois disso, sou mais feliz… Alguém arrisca?

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