Eu, Ideias, Relações

Dê tchau ao que não te serve mais

 

Tempos atrás eu estava doída por dentro, por não ter sido correspondida em um interesse com um caso antigo. Eu estava com medo de abrir mão do sonho que construí no passado, de ser diferente, de buscar novas coisas.

Por bom senso, percebi que realmente não daria certo prosseguir naquela idéia. A pessoa disse com todas as letras: “Não te quero mais” e eu, como ser esperto que sou, aceitei sua escolha e deixei. (Dar murro em ponta de faca não é coisa pra mim).

Já que estava livre, leve e solta, sem nada pra me prender, fui conhecer gente nova e pude me interessar por novas pessoas. E uma destas pessoas que conheci hoje é meu namorado.  Se eu não tivesse aberto mão de viver aquela história, se eu não quisesse e acreditasse que abrir mão do passado era o melhor pra mim, hoje possivelmente eu ainda estaria solteira, mendigando um amor de alguém que já não me quer a tempo.

Mas o que me levou a escrever nem foi isso. O que mais me surpreende é ver o tanto de pessoas, mulheres principalmente, que não tem coragem de jogar fora, de acabar com uma relação que já não lhes servem mais.

Conversando com muitas meninas eu escuto histórias que é de duvidar. Tem menina que acha que o namorado é gay, que faz sexo 2 vezes por ano e que ainda assim quer casar. Uma outra já disse ter nojo do namorado, que olhava pra ele e não tinha vontade de beijá-lo. Uma terceira chora quase todo dia por causa das grosserias do namorado e ainda assim não tem coragem de por um fim nesta relação!

Oque estes homens tem? Porque as mulheres não terminam? Oque elas esperam de um relacionamento? São perguntas que eu insisto em fazer e ficar sem resposta!

Uma alega que ama o namorado demais, a outra que tem dó do namorado porque ele ama demais ela, outra diz que o namorado foi seu primeiro homem e por isso é dificil terminar depois de muito tempo de namoro. Tem gente que continua por causa da família, outros por causa dos amigos em comum, mas a maioria continua porque simplesmente acostumaram em estar com pessoa. Acostumam com a presença dele(a) ao lado, com o costume de ir à casa dele no domingo, de ter um programa x, etc. E não sabem como agir se for fora daquele padrão repetitivo de comportamento.

Simplesmente parece que as pessoas esquecem que antes de conhecer seus amores elas eram sozinhas, e livres e eram felizes do mesmo jeito. Ninguém precisa de ninguém. Pois nós nascemos sozinhos. E os que nascem grudados rapidinho tentam se desgrudar. Nós precisamos de carinho, atenção e companhia, de amor, de alegria. Mas não é uma pessoa só no mundo que pode nos dar isso! Qualquer pessoa pode. Basta querermos.

Antes de qualquer coisa, nós mesmos precisamos nos fazer felizes, saber o que nos agrada, saber oque é importante pra nós mesmos. Em vez, de aceitar tudo que vem de fora.

Respeito é a base de qualquer relação. E se eu mesmo não me respeito, se eu não respeito minha individualidade, como esperar que o outro me respeite?

Muitas pessoas tem dó de seus namorados/maridos/ficantes, julgando que eles vão sofrer se terminassem com eles. Gente!!! Sofrer vai mesmo. Mas ninguém morre de amor não. E se morrer também é escolha da pessoa, e ai você não pode fazer mais nada! Ter dó de alguém é não achar que ela é boa o suficiente pra caminhar com as próprias pernas. É achar que ela é incompetente pra gerir a própria vida.

Se julgar tão importante a ponto de considerar que a pessoa não pode ficar sem você soa pra mim como um orgulho tremendo!! Não é compaixão como muitos podem pensar, é orgulho mesmo.

O orgulho de si próprio faz com que você e a pessoa vivam uma mentira, um apego ao que já não é saudável, ao que já não deixa feliz. Ai vemos na rua casais brigões que reclamam o tempo inteiro, que discutem por besteira e que são grossas e indelicadas uma com as outras. E só porque uma parte, ou as duas não tem coragem de por fim em algo que já não serve!

Coragem minha gente, vamos ser felizes, livres, e amar, dê tchau ao que não te serve mais!!!

 

 

 

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3 thoughts on “Dê tchau ao que não te serve mais”

  1. estou passando por esta fase no momento,lutando para cuidar de mim ,e esquecer quem não me merece,é tão difícil.
    Hoje uma amiga me mandou uma mensagem que no final dizia tudo na vida passa,eu quero,desejo e preciso que isto seja verdade,obrigado por mais esta mensagem,bjs!

  2. Algumas nos tornamos tão obcecadas por nosso parceiro e nosso relacionamento, que quase não somos capazes de agir. Devemos ver o motivo, já que o relacionamento não satisfaz nossas necessidades, mas temos tanta dificuldade em acabar com ele. Veremos que amar se torna amar mais ainda quando nosso parceiro é inadequado, desatencioso, inacessível e, mesmo assim, não conseguimos abandoná-lo – de fato, nós o queremos, precisamos dele ainda mais. Um vício.

    Vício é uma palavra assustadora. Ela evoca imagens do dependente de heroína espetando agulhas nos braços e levando uma vida autodestrutiva. Não gostamos da palavra e não gostamos de aplicar o conceito à forma de nos relacionarmos com homens. Mas muitas de nós fomos viciadas em um homem e, como qualquer outra pessoa viciada, temos que admitir a seriedade de nossos problemas para que possamos empreender a recuperação.

    Se você já foi obcecada por um homem, você deve ter suspeitado que a essência daquela obcessão não era amor, e sim medo. Medo de estarmos sozinhas, medo de não termos valor nem merecermos amor, medo se sermos ignoradas ou abandonadas. Damos nosso amor na esperança de que o homem por quem estamos obcecadas cuide de nossos medos. Ao invés disso, os medos e as obsessões aprofundam-se, até que dar amor para obtê-los de volta se torna uma força propulsora em nossas vidas.

    ***************
    Esse é um trecho do prefácio do livro Mulheres que Amam Demais* – Robin Norwood

  3. Lerei o seu texto todas as vezes em que me achar desmerecedora de alguém, ou não me achar boa o bastante para alguém. Lerei quantas vezes for preciso. Lerei até deixar de me contentar com pouco por falta de opção. Lerei todas as vezes em que precisar lembrar a mim mesma de que sou a prioridade em minha vida, e não o segundo lugar.

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