Dicas, Disney, Eu, Orlando

Orlando/ Disney – 1º Dia (Aeroporto, Carro, AirBnB)

Oi queridos, tudo bem?!

Vim hoje começar a contar sobre a viagem pra Orlando.

Como comentei, saímos bem cedo de Nova York rumo a Orlando. Vôo foi tranquilo, sem surpresas, quando chegamos ao aeroporto já estávamos acostumados com o ‘esquema’ dele, onde descer, como pegar as malas e tal.

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Chegamos por volta de umas dez da manhã, pegamos as malas e fomos pra área das empresas de aluguel de carro. Como já havíamos fechado o aluguel da semana toda, foi só procurar o balcão da companhia para entregar os papéis.

Todo o aeroporto é bem sinalizado. É só seguir as plaquinhas que você se localiza sem medo. Além disso, no centro do aeroporto tem um balcão de informações pra te ajudar em qualquer dúvida e o pessoal é bem solícito.

Nossa ‘alugadora’ do carro era a Álamo e fechamos (como as outras coisas com minha amiga Fernanda da CVT Turismo), o processo foi muito simples, apresentei minha carteira de motorista, o voucher do aluguel e o atendente providenciou tudo. Eles pedem um cartão internacional que fica de garantia e é bom saber bem direitinho com sua agente de viagens o que está incluso no pacote que você fechou, pra não pagar duas vezes a mesma coisa.

Na hora ele nos ofereceu um seguro de ‘emergência’ que providenciava, entre outras coisas, troca de pneu, recuperação de chave perdida e mais algumas coisinhas por $5,00 por dia. Achamos que valia a pena e contratamos (as chaves eletrônicas costumam ser bem caras e não quisemos correr o risco). Como só eu ia dirigir, dispensamos o seguro pro segundo motorista, mas se mais de um for conduzir o carro é bom ficar atento a isso também. Também optamos por devolver o carro com o tanque cheio de gasolina. Eles cobram uma taxa pra você devolver o carro da forma que estiver, sem precisar encher, mas imaginamos (e estávamos certos!) que não valia a pena. Acho que era uns $45,00 pra entregar sem encher o tanque, uma coisa assim, mas não lembro  bem.

Vale ressaltar que o atendimento foi super bom, o atendente era simpático e super atencioso.

Com o contrato assinado (que é de adesão, então nem perca seu tempo lendo) fomos até o prédio dos carros alugados. Você sai por uma porta logo em frente aos balcões de atendimento e se dirige ao prédio garagem em frente.

Nessa hora se prepare pra ‘baforada’ de ar quente na cara. Tava acostumado só com ar condicionado e fresquinho. Mas Orlando é BEM quente e úmida, é um choque! hahah

Lá ficam todas as locadoras de veículos, cada uma com sua área de carros e você se dirige até o andar ou a região da sua locadora e procura o guichê pra apresentar seu contrato. As ‘alas’ dos carros ficam separadas pro plaquinhas do tipo: Compacto, Sedan, Utilitários, e etc.

Nessa hora, caiu a ficha que não sabíamos pra onde ir. =P

Desde o começo da viagem decidimos a não pagar pelo aluguel do GPS (que fica uns $ 60,00 ou $ 70,00). O Cássio é excelente navegador, o Google Maps resolve super bem qualquer problema de caminho, então o plano era comprar um chip internacional, com planos de dados, que permitiria navegar e usar internet à vontade durante toda viagem. Estes chips costumam ser uns $50,00 doláres e dá pra usar tranquilo durante um mês.

Masss em Nova York estávamos usando os celulares dos amigos, e acabamos por dispensar a compra do chip. Porque também dava pra se virar bem sem o celular. Só que eu esqueci que precisávamos sair do aeroporto e chegar na casa que íamos ficar. E aí bateu o desespero.

Eu já fiquei brava (minha reação padrão quando eu não sei o que fazer). Briguei com o Cássio porque ele não tinha visto isso e fiquei de cara feia. Ele todo paciente, disse que ia resolver, pra eu sentar no sofá da espera e saiu procurando um local onde o WiFi do aeroporto pegasse bem (o que é meio difícil).

Eu tinha tudo impresso com os endereços, o Cássio pegou o papel, consegui achar o tal do sinal, colocou no mapa e marcou o ponto da casa.

Voltamos ao prédio garagem, e eu fui pra área dos compactos pra esperar as instruções que o Cássio foi pegar no guichê.

Eu já tinha escolhido a menor categoria, no contrato de aluguel, mas estava decidida e pegar o menor possível. Como só eu ia dirigir e eu além de não gostar, morro de preguiça de manobrar, não tenho noção da dimensão do carro e sempre faço curvas parecendo que estou em uma Scania, então queria um carro beeem pequenininho e quanto menor, melhor!

Vale ressaltar ainda que eu sou P-É-S-S-I-M-A navegadora e não mais de uma vez, eu me perdi guiando com o GPS. Porque sei lá, você tá ali, vendo a rota, eu acho que a rua é a próxima e já é nessa, e ai passa a entrada, enfim, todos estes dramas que estamos todos acostumados né? (NÉ?!!?!? *_*)

Na fila dos compactos, não tinha nenhum compacto, só tinha um sedan mais velho, meio grandinho e escuro, o restante estava tudo vazio. O Cássio voltou informando que podíamos pegar qualquer um, que a chave estava sobre o capo do carro. Falei que não tinha nenhum lá e pedi pra ele voltar no guichê e ver onde pegávamos nosso carro. Ele voltou, perguntou e me falou que a atendente informou DE NOVO que ele podia pegar qualquer um da fila dos compactos.

Nessa hora que não saber falar aperta, porque eu queria falar uma coisa, e ele que era o intermediador, então muitas vezes estressava ele, pras coisas acontecerem como eu queria.

Ele foi lá mais uma vez, a atendente já olhou com cara de indignação, e ele falou que ele até queria pegar algum compacto, mas que não tinha nenhum na fila e pra ela mostrar onde estavam os carros, porque a gente não queria carros maiores. Ai ela se levantou, foi até a garagem, viu que realmente não tinha e nos apontou outra fila, pra podermos pegar o carro. Ufa!

Escolhi um Spark branco, bem pequenininho, suficiente pra nós dois e pro que íamos fazer. Peguei a chave, liguei o carro, dei aquela acelerada básica, fucei nos botões e vamos embora!

É meio estranho porque ninguém te acompanha, você pega o carro e sai. Sem ninguém controlar qual carro eu peguei, que hora eu saí, nada disso. A gente fica meio perdido.. mas é assim mesmo.

Carro de direção hidráulica é uma benção! Ô coisa boa que é não precisar preocupar com marcha.. hehe Saímos do prédio e pegamos a pista.

Cássio era nosso navegador. Ele estava com o ponto da casa marcado, mas como não tínhamos rede, não havia rota pré estabelecida, e ele ia mapeando o caminho na hora mesmo, vendo por onde ir e como fazer pra chegar nas ruas que queríamos. E ele MUITO bom nisso, vale ressaltar! ❤

No caminho houve mais um stress, as ‘avenidas’ tem 4 pistas de ala velocidade, você não anda devagar e,numa das pistas tinha pedágio. Eu estava rápido, não sabia o que fazer, em qual pista ficar. Alguns paravam, outros passavam reto, fiquei confusa se aquilo era fiscalização ou se era pedágio mesmo, se fosse pedágio algumas eram pra pagamento só de moeda (eu tinha lido) e você precisa colocar as moedas exatas pra poder liberar a cancela, e eu não sabia se tinha as moedas certas, eu nem sabia o preço…. AHhhhh!! E aí acabei passando pela pista que era direto. Na travessia, deu pra ver, que era a pista pra quem tinham o Free Pass, um tipo de cartão pré pago. Pronto. Lascou-se cometi o primeiro delito em solo americano! hahahah

Se tiver pedágio, vá para as filas que param no guichê. É a fila de pagar. =P

No fim, achamos o endereço, chegamos no bairro que íamos ficar, que era super fofo por sinal e achamos a casa. Uma casa tipicamente americana, sem portão, sem grade, sem nenhum bloqueio na entrada, subimos na calçada e encostamos o carro na entrada dos veículos e fomos nos apresentar.

Vale ressaltar que decidimos em Orlando nos hospedar pelo AirBnb, ficamos hospedados na casa de americanos, que alugam quartos pra estranhos. Ficamos em duas casas em nossa viagem e foi uma experiência super legal! Com certeza vamos repetir.

A primeira casa que ficamos era do casal Muriel e Javier. Batemos, mas não tinha ninguém em casa. Tinha um bilhetinho grudado na porta, passei pro Cássio ler e eles falavam que estavam fora. Que voltavam em pouco tempo e que no nosso e-mail estavam as instruções para abrir a porta (que era por senha) e que para acessar a internet a senha do wifi era x.

Acessamos a rede, pegamos a senha e abrimos a porta. (Tão estranho abrir a porta da casa de um desconhecido e entrar) hahah Tomei outro susto quando abri a porta e do lado esquerdo, em cima do braço do sofá, havia uma cachorrinha me olhando em silêncio, atentamente! Era a Mia, a cachorrinha deles que é super simpática e bem mansinha. Como não sabia disso, fiquei nem quieta e passamos pra dentro com as malas.

Nosso quarto estava com a porta aberta, a luz acesa e muito bem arrumado. Era um quarto bem grande e espaçoso. A casa era lindíssima, muito limpa e organizada. Começamos a ajeitar nossas coisas, desfazer as malas, colocar no guarda roupa, dar uma geral no banheiro e descansar um tempinho.

Nesse meio tempo, os proprietários chegaram, nos apresentamos, conversamos e pedimos sugestão de onde podíamos almoçar.

Eles nos indicaram um local pra almoçar, onde também iam, pra comer um sanduíche. Fomos juntos, comida no capricho, hambúrguer feito de carne mesmo, bem gostoso.

Na volta pedimos indicação de ficava o WalMart, pois íamos lá fazer umas comprinhas. Eles nos informaram, marcamos o ponto no GPS, pegamos o carro e fomos.

Gentchy! Supermercado nos EUA é parque de diversão também. Andamos por mais de 3 horas, e isso que estávamos focados! haha Comprei algumas coisinhas de maquiagem, coisas pra tomar café da manhã e comer nos parques, achamos um local onde estavam váriasss camisetas de super herói e só ali pegamos umas 20. O preço era de $12,00 / $ 15,00 cada, com estampas bem legais. Compramos uma calça jeans pro Cássio, um pacote de meias com 12. Pegamos uma frigideira/grelha de ferro, bem grandinha, por $19,00 e fomos embora.

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Deixamos as compras em casa e saímos de novo. Fomos procurar algum local pra comer, mas desistimos. Paramos na Wallgreens compramos umas coisinhas empanadas (uns rolinhos de queijo com um molhinho de tomate, bem diferente e gostosim.) Comprei dois paletinhas de sombra pra trazer de presente. Queria uma de cada! Eram bem baratinhas e tinham várias cores. Mas o Cássio não deixou.

Fomos embora, banho e cama!

O 2º dia começava com parque e ia ser bem agitado!

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Eu, Nova York, Viagem

Voo

Voo

Não sei quem de vocês já fez uma longa viagem de avião. Esta foi minha primeira vez e só posso dizer uma coisa: _Que negócio ruim!!! =P

Gente! Aquelas cadeirinhas sem espaço, sacudindo às vezes (nosso vôo teve bastante turbulência, parecia que estávamos de carro numa estrada de terra) e você sabendo que precisa dormir e não consegue, não acha canto, não acha posição. Aff é um desconforto só.

Como saímos de Porto Alegre muito cedo, (nosso voo era ás 13:00 horas pra SP) chegamos no aeroporto às 11:00. De imediato nos adiantaram pra um voo naquela hora mesmo e fomos mais cedo pra SP. Ficamos em SP até quase oito horas da noite pra embarcar para os EUA.

Comida de aeroporto é cara, logo economizamos na comida comendo uma merrequinha num restaurante, logo eu estava morrendo de fome quando embarquei. Pensei: “_ Ah eles servem jantinha, não vou passar tanta fome assim”. Gentchiiii que erro. É obvio que eles servem janta, mas eu esqueci do detalhe que o avião tem que estar em cruzeiro (imagino que seja andando em linha reta e não subindo e numa velocidade estável) antes de servirem qualquer coisa. Ou seja, a janta foi servida mais de 11:30 da noite e eu que já tenho o estômago fraco, com fome, num avião apertado e sacudindo… foi bem difícil (classe média sofre né? hahah).

Teve coisa boa também, a comida estava ótima (comemos purê de batata, vagem, cenoura cozida e frango com um molho, além de salada e um mini bolinho de sobremesa com refrigerante), não sei se era a fome, o enjoo, o desespero, só sei que achei a comida divina!! Comi queimando a boca tudo (porque fica MUITO quente aquelas marmitinhas e eu não podia esperar esfriar). De barriguinha cheia assisti dois filminhos (desenhos) e me ajeitei para não  dormir.

Na televisãozinha individual tem vários filmes, de vários gêneros (não tem legenda mas tem alguns filmes dublados). O que te distraem de forma bem eficiente.

OH! Deixo o recado, você que não sabe inglês direito e acha que vai pros EUA e vai se virar, fica a minha lição  NÃO FAÇA ISSO! Dentro do avião já acaba todo português e não dá nem pra pedir uma bebida diferente de coca cola! hahaha 

Quando serviram o café da manhã (eles te acordam com as comidinhas perto da chegada na cidade) serviram um pãozinho, uma salada de frutas, manteiga e geleia. Tomei refrigerante de Gengibre porque eu sabia falar “Ginger”. 😛

Chegamos em Washington em cima do horário de embarque pra Orlando. Chegamos as 07:10 e o outro voo era 07:20 (algo assim) eu já estava apavorada, derrotada, dizendo “vamos perder o voo”, vamos atrasar e todo blá blá blá , confabulando na minha cabeça se eu ia ter que pagar extra ou não, se era responsabilidade da empresa ou não. E sofrendo porque quem ia ter que resolver as coisas jurídicas era eu, através do Cássio (porque eu não falo inglês né?) aí eu falo, ele repete e escuta e me fala e vira um peteco só.

Em Washington tínhamos que passar pela alfândega, pegar a  mala, passar pelo vistoriador, entregar a mala e ir pro portão de embarque do outro voo. Mesmo sabendo que não ia dar tempo o Cássio pediu pra irmos rápido, pois talvez houvesse esperança. Assim que saímos do avião fomos andando rapidão entre os corredores, até chegar na fila da alfândega.

Até que foi bem rapidinho, apresentamos os passaportes, respondendo as duas perguntas que fizeram (O que vc vai fazer. Pra onde você vai)  e seguimos em frente, pegamos as malas correndo, passamos pelo tio que olha as bagagens (que não olhou a nossa, apenas conferiu o passaporte) e fomos pro outro local de despachar a bagagem (uma esteira logo após a alfândega).

Antes de deixarmos a mala, vimos que o nosso cadeadinho não estava mais onde havíamos colocado. Quebraram – no e arrombaram uma trava que nossa mala tem. Eu sabia que isso podia acontecer, abrimos a mala e encontramos a famosa cartinha da Segurança dos EUA (pode ler mais aqui http://www.viajenaviagem.com/2010/06/vai-passar-pelos-eua-use-um-cadeado-aprovado-pela-tsa/). Desde o atentado de 11/09 eles abrem as malas para conferir as coisas que tem dentro e ter certeza que não tem nada perigoso. E se você teve a mala quebrada, danificada, so sorry, é assim mesmo!

Fica a dica: Como eu estava levando comida na mala (Goiabada, chocolate, bananinha) pode ser que estes produtos tenham chamado a atenção da fiscalização. Se for levar comida, levem na bagagem de mão. Pode ser que não tenha nada a ver, mas vai que é isso.. rs

Conferimos todos os itens, tudo continuava no lugar, a mala pequena que estava por dentro continuava travada e sem modificações, então colocamos na esteira e saímos correndo loucamente pelo aeroporto a procura do portão do nosso voo. Subia escada, descia escada, corria corria corria e chegamos no nosso portão quase sem ar. A atendente viu meu estado e disse (em inglês): _Calma, está tudo certo, você chegou a tempo. 😛

Subimos pro voo e sentamos e então esperamos, esperamos e esperamos, mais de hora! Porque todas as pessoas que estavam no meu voo e que iam pegar aquele pra Orlando estavam sendo aguardados, enquanto realizavam todos os procedimentos, com calma. Cuén!! Desespero à toa. rs

Na ida pra Orlando foi tudo tranquilo, sentamos ao lado de uma senhora super simpática e o Cássio ficou conversando com ela e eu fazendo cara de paisagem, fingindo que entendia o que eles estavam conversando ou pedindo pro Cássio perguntar alguma coisa e traduzir de volta. 

Chegamos em Orlando e fomos pegar nossa bagagem. O aeroporto de Orlando é gigante, é bonito. É bem legal. Quando pegamos nossa bagagem fui conferir mais uma vez nossa mala e desta vez a mala pequeninha estava arrombada. Enfim, acontece. Mas estava tudo lá ainda.

Pegamos nossa mala, despachamos pra seguir pra NY e ficamos lá no aeroporto. Dei umas voltinhas, comemos, tomei um smoothie super gostoso. Fizemos uns alongamentos no chão do aeroporto, pra ver se desentrevava um pouco. E seguimos pra mais um voo.

Neste voo não sei porque nos colocaram em cadeiras espaçosas, uma área de cadeiras um pouquinho mais folgadas que tem entre a primeira classe e a classe mega ultra econômica. Fomos bem felizes e contentes pro nosso ultimo destino.

Chegando em Nova York, finalmente, fomos mais uma vez pegar as malas. Desta vez estava tudo certo. Não arrombaram as malas de novo! hahaha

Andamos até a saída (e que saída longe) foi mais de 20 minutos de caminhada dentro do aeroporto de NY. Lá encontramos o Iure nosso amigo querido que veio nos receber e que nos levaria até em casa.

Pegamos o metro, descemos na estação errada. Pegamos outro trem.

A atendente do guichê do trem, parecia personagem de filme. Sabe aquelas pessoas que nem te olham? Continuam de lado, te ignorando ai de repente viram o pescoço com cara de desprezo e te dão uma resposta mais ou menos e continuam a fazer oque estavam fazendo como se você tivesse evaporado. hahah Muito figura.

Momento nada a ver:Uma coisa interessante que acho que vale ficar registrado. Nos banheiros dos aeroportos e em vários outros dos EUA, a gente não precisa dar descarga. Tem um sensor que reconhece presença e quando você afasta ele já funciona automaticamente. Prático e eficiente pra banheiros públicos né?

Chegamos na estação de metro, subimos e descemos um monte de escadas e finalmente chegamos na casinha da Mel! Nhoim.

Conhecemos o Gato fofo que mora lá, comemos pizza e papeamos muito até umas 2 da manhã. Aprendemos como funcionam os chuveiros americanos (aqueles de banheira) e fomos dormir.

Muitas risadas, muitas conversas, um assunto emendado e sem terminar. Ou seja, alegria!! \o/

Eu, Nova York, Viagem

Viagem – Preparativos

OI queridos!

Como tenho muita coisa pra contar e muita gente pra escutar, achei melhor escrever aqui pra ficar registrado de vez.

Nossa viagem começou com um sonho antigo meu de ir até a Disney. Sempre, desde pequena tive esta vontade e sempre pareceu algo muito distante. Mas eu sempre tive certeza que aconteceria, cedo ou tarde. Ainda bem que foi cedo (com quase 30 é cedo ainda né)?

Como sempre quis ir, sempre acompanhei o valor das passagens até os EUA e um dia numa tarde qualquer, apareceu no e-mail uma mega promoção. Uma passagem de preço muito pequeno (R$ 400,00 ida e volta/por pessoa). Isso mesmo, paguei R$ 400,00 ida e volta por pessoa. Muito barato né? Ai não tive dúvida, não tinha programado, não tinha poupança, mas comprei a passagem.

Depois de comprar a passagem, o próximo passo era tirar passaporte e o tão assustador visto. Não comprei e nem decidi nada da viagem sem ter o visto antes, se fosse pra jogar dinheiro fora, que fosse só a passagem. 😛 (tem que sonhar mas tem que ter o pé no chão)

Eu já tinha tirado passaporte, pago a taxa e tudo mais. Mas a esperta aqui demorou para buscar e quando precisei e fui conferir o protocolo, vi que tinha um prazo e que  já tinha passado. O prazo é de 90 dias, liguei lá pra ver se tinha alguma esperança, mas ele foi incinerado. =/ (ou seja joguei R$ 156,00 no lixo, porque não arrumei tempo pra ir buscar/ o horário de entrega é das 09:00 as 17:00 de segunda a sexta, horário terrível também). Enfim, pormenores acontecem e já era, paguei de novo, preenchi a papelada e fiz tudo novamente, assim que ficou pronto fui buscar.

Comecei a ler trocentos sites e blogs para ver como tirar o visto e pegar todas as dicas. Eu e o marido preenchemos todos os formulários, com cuidado e aos poucos. Depois que você acaba percebe que é simples, mas tem tanto mito em cima do Visto, que ficamos com medo o tempo todo de estar fazendo algo errado.

O importante (como em qualquer preenchimento) é preencher as informações com o máximo de cuidado e atenção, para não deixar nada errado e conferir tudo depois. Aqui tem algumas informações: (http://portuguese.brazil.usembassy.gov/pt/passports2.html)

A parte mais complicada (que nem é tanto assim) é o agendamento dos horários no CAVS e na Embaixada. Quando a gente acaba de preencher os dados no formulário DS-160 (https://ceac.state.gov/genniv/) no site da embaixada, temos que entrar em outro site pra agendar os horários. E é um site ‘malarrumado’ hehe (https://usvisa-info.com/pt-br/selfservice/ss_country_welcome) mas deu tudo certim.

Quando estávamos preenchendo os formulários para tirar o Visto, percebemos que o passaporte do Cássio não ia servir para a viagem. Eles exigem que o passaporte tenha no mínimo 6 meses de validade no momento da viagem e o dele ia estar com menos tempo que isso no momento de viajar, então fomos correr pra poder tirar outro passaporte, para poder agendar tudo e fazer a viagem para o Visto. Foi corrido, agendamos o horário na Polícia Federal, mas ele foi direto no balcão para tentar agilizar tudo. Na hora deu tudo certo.

Agendamos nosso Visto para São Paulo onde aproveitamos para rever parte de nossa família que não víamos a tempo. Passamos um fim de semana super agradável e feliz!!

Fomos munidos de todos os documentos possíveis e imagináveis (extratos bancários, documentos, atestado de escolaridade, contratos de trabalho) e lá na hora sabe oque precisamos NADA. Rs Tá muito simples hoje em dia tirar o Visto, ainda mais quando é pra turismo e passear de pessoas que tem uma vida no Brasil.

Na volta a cidade, com a confirmação do Visto foi hora de decidir definitivamente o roteiro. Sabíamos que tinham 15 dias ao todo, sendo dois dias de viagem na ida e dois dias de viagem de volta. Além da Disney íamos até Nova York visitar amigos queridos que moram lá.

Li muita coisa, pesquisei e contei com a ajuda da minha super amiga e agente de viagens da CVT Turismo – Fernanda.

Definimos o roteiro, chegando direto em Orlando e ir pra NY, ficar em NY e depois voltar pra Orlando e então conhecer as coisas lá. Decidimos isso por dois motivos: primeiro para viajar em qualquer vôo dentro dos EUA qualquer mala que você despache é paga ou seja, eu tinha que levar a menor nº de malas possível, segundo as coisas em Orlando são mais baratas para comprar e o imposto é menor, então seria melhor comprar qualquer coisa que eu quisesse em Orlando mesmo.

Nosso roteiro ficou assim: Partida 16/10 de Porto Alegre às 10:00.

POA/ SP – SP/ Washington – Washington/ Orlando – Orlando/NY

Chegada em NY dia 17/10 à noite. (dois dias de Vôo é canseira!!!!)

Ficamos até dia 22/10 em NY, saímos no dia 23/10 cedinho para Orlando e lá ficamos até dia 30/10 onde fizemos todo o trajeto de volta. Chegando no Brasil no dia 31/10 a noite.

Nos preparativos de viagem fechamos o seguinte com a agência de turismo:

  • Aluguel de carro (o menor e mais barato possível, porque era só pra mim e pro Cássio mesmo).
  • Seguro viagem (é um seguro, o ideal é não precisar dele, mas se precisar e não tiver a coisa fica preta!)
  • Ingressos dos parques. Decidimos em ir nos dois da Universal e queria ir em apenas 3 da Disney (ia deixar o EPCOT de lado) mas pelo preço dos ingressos não compensava, então fechamos os 4 parques da Disney.

O Sea World e os de água não me atraem muito.

Sobre a hospedagem estávamos escolhendo opções baratas e que fossem tranquilas. Olhamos muitos hotéis e albergues, mas tem muita coisa com cara de sujinha nos sites. Nem sei se são mesmo, mas ir pra Disney e ver barata no chão num dá!

Demos uma olhada nas opções do https://www.airbnb.com.br/ e depois de vasculhar e pesquisar bastante definimos por nos hospedar na casa de uma pessoa. Um local que mora lá e disponibiliza um quarto dentro de sua casa para ouras pessoas. É meio assustador pro Brasil né? Mas lá é bem tranquilo.

Eu e o Cássio achamos que seria interessante conhecer alguém de lá, pegar dicas e saber como é um pouco do dia a dia de alguém que mora lá, além de fazer alguns contatos. Enfim, corremos o risco e nos inscrevemos, fizemos o pagamento e fechamos as diárias na casa de dois casais. Um que morava mais longe e outro que morava mais perto dos parques.

Foi uma experiência muito legal, que vou detalhar mais parte. Definitivamente eu recomendo.

Tudo que fizemos foi para que nosso orçamento ficasse o menor possível com o mínimo de exigências que tínhamos, tem opções melhores, condições melhores e alternativas mais confortáveis. Mas a gente tinha que dar um passinho de cada vez.

Por último faltava saber como levar os dinheiros e preparar a mala.

Definimos por levar o mínimo de dólares aqui e usar o cartão de débito lá e sacar moeda lá, que pelo que lemos é bem mais barato e vantajoso. Como o seguro morreu de velho levei $100,00 num cartão viagem pré pago e $250,00 dólares em dinheiro. Pelo menos pro inicio da viagem sabíamos que ia dar.

A escolha das roupas da mala foi outra aventura. Levamos uma mala pequena, dentro da mala grande e tudo que precisava levar dentro da malinha ou em volta do espaço que ficava entre as duas. Coube tudo direitinho. Levei pouquíssima coisa, somente uma sapatilha na mala e um tenizinho no pé e o Cássio só levou o tênis que estava no pé. Os casacos que estavam com a gente (que eram finos) e poucas blusas e peças avulsas.

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Enfim tudo programado, organizado, li muito, peguei vários roteiros, mesclei com o que já tinha lido, preparei um roteiro pra levarmos com todas as anotações, tudo que fosse necessário e o que íamos fazer a cada dia.

Finalmente começava nossa viagem…Imagem

Como nosso vôo ia ter uma parada em SP. Nossa prima ainda foi nos ver no aeroporto, íamos mofar por umas 6 horas lá e ela foi nos fazer companhia! Passamos uma tarde super agradável.Imagem

Marinheira de primeira viagem não podia deixar de tirar foto do avião.  Ele é bem grandinho, mas as poltronas são como outra qualquer. O vôo de 10 horas é bem cansativo. O que deixa bemmm mais ameno, são os filminhos que ficam à disposição na telinha.Imagem

Até nossa chegada em NY.

Eu, Pensamentos, Relações

Sem entender o tempo

Depois de 3 anos e alguns meses retorno a escrever e publicar aqui.

Incrível ver e entender que mesmo com este decorrer imenso de tempo, ainda me surpreendo como se o tempo não tivesse passado.

Posso ver em cada uma das linhas que escrevi eu mesma ali, pensando e expressando. Mesmo que hoje, eu seja (quase) completamente diferente, em pensamentos, idéias, vida e forma (hoje mais arredondada) daquela que escreveu em 2009.

O tempo passa e não passa.

O tempo leva, como enxurrada, nossos anos e não entendemos o que está acontecendo hoje. Estamos preocupados com o fim do expediente, com o fim da novela, o fim da academia, do texto e, quero aprender a ver o filme antes do fim dele.

No meio do caminho, no meio da espera, nossa vida está acontecendo.

Minha vida aconteceu de maneira curiosa nestes 3 anos. Muitos sonhos se realizaram.

Muitos sonhos que eu havia me esquecido que eram sonhos se realizaram também.

Falarei com mais calma, sobre cada um deles.

Por enquanto: That’s It.

Eu, Pensamentos, Relações

Construir sonhos

Quando mudamos nossa forma de pensar, mudamos o agir, mudamos o sonhar e o fazer e, conseqüentemente, passamos a ser outros. Novas experências, dificuldades e felicidades surgem pelo caminho.

Quando se trata de relacionamentos, qual é o momento de começar um romance com alguém?

Como nasce a vontade de partilhar sua vida com alguém?

O que nos faz preocupar em fazer o outro feliz e querer cuidar da outra pessoa?

Não sei a resposta destas perguntas, na verdade, cada caso traz suas características que o fazem único.

Mas o que preciso saber não é isso.

Sei que quero conhecer algumas coisas só pra compartilhar com alguém. Sei que estou pensando nas inúmeras coisas que quero viver ao seu lado. Das várias situações que quero te contar e das outras tantas que quero te mostrar. Sei que quero estar sempre linda e cheirosa para que seus olhos se agradem de mim. Sei que quero ler e estudar aprender como posso sempre ter uma palavra amiga, inteligente, interessante e que edifique.

Sei que quero mais que um beijo, um abraço e um momento. Sei que quero construir.

Quero um sonho e uma realidade.

Amizade, Eu, Relações

Amizade eternizada nos confins da Internet

Deus sempre tem um propósito pra nossas vidas. Muitas vezes desconsideramos seus caminhos e diretrizes, não percebemos suas sutilezas e passamos desapercebidos pelo caminho de sucesso que Ele disponibilizou pra nós.

Na maioria das vezes Ele insiste, mas não vem pessoalmente para nos puxar pela mão, faz com que pessoas surjam em nosso caminho e nos levem ao caminho Dele. Podemos escolher se vamos aceitar ou não, segui-lo ou não, a todo momento.
Ele usa as situações para que nossa vida se encaixe à da pessoa. Quando menos esperamos, estamos dependentes de alguém que não fazia parte de nossos dias.

Ele sabe o que nos prenderá à pessoa, Ele sabe o que nos atrai e o que nos faz permanecer.
Este texto parece uma declaração de amor né?

E é.

Mas não por um homem como poderia ser, mas por uma amiga, um anjo que tem partilhado dos meus dias.

Convivemos com tantos colegas de trabalho durante nossas vidas, mas pouquíssimos permanecem.

O porque disso? Não sei!

Esta permaneceu!!

Sabe aquela pessoa presente? Em todos sentidos que esta palavra pode ter?

Esteve comigo em todos momentos, nos alegres e difíceis, nos tristes e felizes. Me deu colo, animou e reanimou, acreditou em mim e sempre me levou a Deus.

É aberta, fala de si, e permite que eu seja eu mesma. Não espera muito além de companheirismo e aceitação. Dá seu melhor, dá o que é, tudo que tem.

Está com você sob chuva e até sob o sol (desde que esteja de protetor). É fresca que só ela, mas não consigo ver ninguém mais simples.

Adora sofisticação e lugares requintados, mas não tem outra igual pra comer pastel na feira ou um cachorro quente em casa.

É ouvido, olhos e braços, pra te receber, apoiar e te dizer que está ali.

Mesmo sem palavras.

E ao mesmo tempo está disposta a falar, falar e falar. Sobre si, seus sonhos e vontades, as coisas que vive e que quer viver.

Mas nem pensem que tudo são flores, esta mesmo senhorita sabe brigar quando necessário e escutar criticas á respeito de seu comportamento também.

Sua casa está sempre aberta, assim como seu coração. E tem sido a família que tenho aqui em Gyn. Onde eu posso pedir todo tipo de apoio e cuidado.

Incrivelmente nossas qualidades e fraquezas se encaixam, de modo que sempre crescemos e podemos enriquecer em nossa convivência. Ela é exemplo pra mim em muitasss coisas  e eu acredito poder ajudá-la em tantas outras.
E esta semana foi aniversário desta querida amiga/irmã.. e através deste simples relato que pretendo eternizar nos confins da internet, quero agradecer por tudo que fez até aqui. Dizer que espero que muito mais seja feito. E que da mesma forma espero fazer bem mais.
Querida, sua vida é benção do Senhor nesta Terra e na minha vida. Que Ele te frutifique, te multiplique e que muitos desfrutem de suas doces palavras.

Obrigada por estar em minha vida.

À você, Camila Tonello.

Anjo de Deus.. Loiro, claro
Anjo de Deus.. Loiro, claro
Eu, Pensamentos

Mudanças e expectativas

Eu sou uma pessoa que para e observa. Observo a vida, os detalhes, as grandes coisas que acontecem ao meu redor. Não vejo jornal, nem tv, nem escuto os noticiários. E talvez, por não ver o que acontece no mundo, posso reparar mais no que acontece em mim e com as pessoas à minha volta.

Me surpreendo com a direção que minha vida toma com o passar do tempo. Por mais que seja eu a escolher o que eu farei e qual decisão vou tomar, não sou eu que coloco as alternativas de escolha na minha vida. E esta gama de alternativas que mudam de tempos em tempos que me deixam admirada.

Se não tiro este tempo, alguns minutos que seja, do meu dia ou semana pra pensar na minha vida e sigo adiante, ela parece igual a cada dia. Trabalho, estudo, amores, amigos, família, saúde, blá blá blá. Tudo normal e pacato. Mas se eu reparo no que fazia a um ano atrás, no que acreditava a dois anos, a cinco anos, aí sim, consigo ver o quanto cresci e amadureci neste tempo, consigo perceber, o quanto minha vida mudou e ver os rumos tão diferentes que tomei.

Acho interessante ver o quanto mudei de ideia e o quanto minhas atitudes mudaram, consequentemente. Gosto de ver que eu sou bem contra muitas coisas que era a favor, e que hoje sou bem mais pacífica e tranquila que eu era. Mesmo assim sei que daqui uns 10 anos, vou olhar pra trás e ver o quanto eu era tola  e, com certeza vou sorrir, por ver as inúmeras certezas que eu tenho,  perdidas no tempo.

E definitivamente acho isso lindo. Pois pretendo sim, mudar de ideia em muitas coisas, afinal o que não muda, estraga e se perde no tempo.

Para não fugir muito do foco, o que quero dizer é :  de acordo com nossas crenças, pensamentos, e motivações, mudamos nossas atitudes. Depois que escolhemos um caminho como o certo, quando aceitamos algo como verdade, mudamos tudo na nossa vida. Mudamos as expectativas e o que esperamos do mundo. Mudamos o tempo e o fazer. Mudamos, simplesmente.

Como mudamos,  os outros também mudam. E então chega o momento que as pessoas não entendem o porque você está tão diferente. E normalmente cobram a coerência entre a atitude de antes e de hoje, como se não devessemos mudar só porque um dia, agimos de outra maneira.

Então, a menina que antes falava já não quer falar nada, nem fazer. Ela já não acha uma boa ligar e pedir. Ela que achava falar, uma conquista, prefere o direito de se manter em silêncio. Afinal ela falou a vida inteira e não gostou dos resultados. E ela assim, parece fria e distante e meio perdida, neste mundo de caos.

Com sua mudança de atitude, ela espera que o mundo atenda suas expectativas e que as respostas venham de acordo com suas atitudes. Dá medo e insegurança. Mas como não confiar na certeza que se sente?

Mesmo desejando ansiosamente que as coisas aconteçam, que venham logo, neste momento tenho a segurança de esperar o tempo necessário pra que elas aconteçam. Sei que não posso apressar nada. Sei que terei o que desejo. E isto tudo se chama Fé.