Ideias

Lembranças Boas – #2

Tem também as lembranças de coisas que eu mesma escrevi, aquelas palavras que conseguem sair pra fora e ainda fazerem muito sentido. Essa foi uma cartinha de aniversário.

 

“Hoje não quero seguir as suas indicações pra presente. Sei que você importa pouco, ou quase nada, com presentes, mas queria de alguma maneira marcar esse dia.

Refletindo essa semana, pela primeira vez entendi porque as pessoas usam tanto as flores em momentos especiais. Ou pelo menos pra mim, fez muito sentido.

A flor não é só beleza, cor e perfume, que por si só já seria suficiente. Ela nos mostra, numa brevidade, visível como a vida funciona.

A vida é cíclica, ela tem fases e não adianta brigarmos com isso.

Sabemos quando recebemos uma flor que por mais que ela esteja linda e muito florida, que ela morrerá em poucos dias, que aquela beleza, aquele aroma, vai se desfazer, amarelar e sumir.

Depois da morte da flor, sobra o verde, o caule. Sobra o que sustentava aquela flor bonita. Esperamos que o caule não morra também. Que ele consiga se alimentar da terra, que ele tenha o que é suficiente.

E não basta só desejar, precisamos cuidar, tirar os bichos, regar, por no sol, hidratar, pra não faltar alimento e fôlego.

E se fizermos tudo direitinho, e se for pra ser assim, em algum momento vem um broto, tímido, que se aflora novamente e nos alegra em forma de flor de novo.

E quando vemos a flor, não temos duvida que valeu o esforço de ter cuidado todo aquele tempo, valeu a espera.

Muitas vezes tentamos manter só o que nos interessa, ficar só com as alegrias, mas a flor falsa, mostra que é falsa, vemos de longe que não é tão bela, além de faltar o perfume.

Hoje não existiria metáfora melhor.

Nossa vida é cíclica!

Assim como você, eu, sua energia, motivação e colheitas.

Espero ver você se desabrochar várias e várias vezes.

Ver a alegria e a cor no seu rosto.

Mesmo que alguns dias sejam difíceis, sei que conseguiremos nos florescer.

Conte comigo no seu plantio.”

 

por Natália Maximiano (18/08/2016)

Ideias

Lembranças Boas – #1

A primeira lembrança que quero deixar registrada foi de uma mensagem que recebi de aniversário, pedi para as pessoas escreverem algo como se fosse uma homenagem póstuma, coisas que diriam sobre mim caso eu não estivesse viva.

Essa foi uma das mensagens que amei.

“Difícil falar sobre você Nati, dentro da minha memória ocupa um lugar tão especial que quando penso dá vontade de sorrir.
Bem, já escrevi tanta coisa sobre você em tantos momentos na vida, e me parece que a nossa alma é tão inteligente que vai limpando a memória e deixando só o que importa. Então vou falar das lembranças da minha alma.
Eu gosto de você porque você é uma pessoa alegre! Nati pra mim é sinônimo de sorriso, o que mais me recordo é de estar às vezes num cinza, sem graça e quando te encontrava era uma coisinha, qualquer coisinha e você fazia virar uma coisa tão grande e engraçada, um simples passeio pra um sorvete era uma aventura fantástica. Essa era a Nati pra mim.
Passar o domingo fazendo nada do seu lado já era divertido, você realmente tem uma presença que faz as pessoas se sentirem bem.
Pensando em tudo do que conheço de você daquela época eu penso em você como uma grande guerreira da alegria, um ser que veio nesse planeta pra mostrar que dentro de grandes dores e dificuldades a gente pode cultivar a florzinha mais linda e pura se tiver amor no coração.
Antes de te conhecer achava muito engraçado ver você sempre alegre, nem se importando com o que os outros achavam das suas risadas, suas perguntas inusitadas.. você não passa desapercebida e eu não entendia nada pois eu era quase o oposto, queria sempre passar sem que me notassem, e por isso julguei de começo que você devia ter uma vida muito fácil pra ser tão feliz e que seria muito segura de si pra ser tão autêntica.
Grande engano, mal sabia eu que toda a força, toda a felicidade foi gerada em meio à algumas grandes dores e dificuldades, coisas que eu nunca tinha vivido, o que me fez te admirar mais ainda.
Hoje em dia não sou tão bom com palavras quanto à uns anos atrás, ou simplesmente a idade tem me ensinado que menos é mais, mas acho que resumiria bem o que eu sinto de você com a definição de Guerreira da alegria, tão vital nesse mundo muitas vezes tão cinza.
Espero que um dia você consiga se enxergar com os olhos que eu consegui te enxergar (e que guardo na lembrança), nesse dia você se tornará muito feliz, porque sei que Deus guarda pra você em dobro toda felicidade que você trás pro mundo e pros seres ao seu redor.
Te amo! Te desejo muito amor, paz, harmonia e muita alegria no seu caminho! Que Deus te guarde e te ilumine sempre! ”

 

por Sérgio Filho (11/10/2015)

Ideias

Projeto – Lembranças Boas

Algumas lembranças, felicitações e parabenizações não deveriam ser esquecidas.

Todo aniversário ou em datas especiais, ou mesmo em momentos aleatórios recebemos um carregamento de carinho que vem em forma de letras. São palavras que aquecem nossa alma e deixam a gente se sentindo querido pro resto da vida.

Não quero mais perder essas palavras, então sempre que possível quero deixar registrado aqui estes momentos, essas palavras que pessoas escreveram pra mim e que me deixam muito feliz sempre que eu leio.

Pode ser a foto de alguma coisa que recebi, um post o Instagran ou uma publicação de Facebook, um e-mail , enfim.. Um grande caderno de recordações on line.

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Ideias

Las Vegas – Aluguel de Carro e Check in Hotel

Nossa primeira ‘missão’ da viagem era pegar o carro que alugamos. Isso em Las Vegas foi mais complicado que imaginamos, andamos um pouco aleatoriamente, fomos até o prédio de garagens que havia em frente, que é apenas um estacionamento, até acharmos uma plaquinha que indicava um ponto de ônibus e que dizia Rent’Car.

Na placa de ônibus não tinha ninguém no local, não tinha informações de horário, e enquanto eu fiquei lá fora, Cássio foi lá dentro achar alguma pessoa pra perguntar se estávamos esperando no local certo e se teria transporte naquele horário. Ele não achou ninguém, mas chegaram mais pessoas e se posicionaram no local, então devia acontecer alguma coisa. Finalmente o ônibus chegou, o motorista ajudou todo mundo a organizar as malas e seguimos por alguns minutos até o local onde retiraríamos o carro. A garagem de carros não é ao lado ou em frente ao aeroporto, ela fica num prédio auxiliar, onde não é possível chegar a pé.

Viajar para os EUA, um local que tem uma cultura bem diferente da nossa, nos coloca em situações que precisamos pensar em como agir. Questionei com o Cássio qual o valor de gorjeta que deveríamos dar pra aquele caso, (90% do serviço de mão de obra nos EUA é retribuído com gorjetas). Ele sugeriu que observássemos quanto cada pessoa daria. Pra nossa surpresa, ninguém deu gorjeta, a descida é rápida e acabei ficando sem reação. Passou dessa vez.

O local de aluguel de carros é bem estruturado, tem muitas placas e informativos indicando o local que devemos ir. E todas as empresas tem um espaço bem delimitado.

Mais uma vez alugamos pela AVIS, fomos até o balcão, o atendente, como sempre, ofereceu um monte de coisas não precisa, ofereceu também upgrade de carro, carros luxuosos e depois de muitos “Nãos” ele emitiu nosso contrato.

É sempre bom ler o contrato e ter certeza que os itens que você já contratou estão elencados no contrato. Dessa vez contratamos Motorista adicional, porque a Carol ia dirigir comigo também e isso não constava no contrato, falamos com o atendente que trocou os dados e nos informou que o novo motorista precisava ir até o balcão para apresentar os documentos.

Tem WiFi no salão, mandei algumas mensagens avisando que chegamos bem e explicando pra Carol onde estávamos, ela avisou que o voo estava atrasado e que iam demorar um pouco mais. Sentamos e ficamos meio acordados, meio cochilando na cadeira. Sorte que ainda era onze horas no horário local e teríamos horas de sono pela frente.

Las Vegas no quesito transporte é bem democrática também: quem quer ficar sem carro fica, quem quer alugar usa com facilidade. Como nosso roteiro incluía viajar pro Grand Canyon e queríamos liberdade pra ir pra qualquer lugar, decidimos por um carro compacto (tipo um Civic) que não fosse muito grande, nem muito pequeno. Percebemos depois que pra 4 pessoas, com malas, esse é um carro bem pequeno. =P

Quando todo mundo chegou, cumprimos a burocracia da empresa de aluguel de carro, escolhemos um na garagem, pegamos um Atima da Hyundai, colocamos as coisas no porta malas, ligamos o Google Maps e seguimos para o hotel. Mais uma vez, não tínhamos GPS e tudo era feito mentalmente pelos meninos pra chegarmos no destino.

A chegada no hotel é outra aventura, em Las Vegas todos os estacionamentos são GIGANTES e gratuitos. Não tem muita regra, não tem impedimentos. Se tiver vaga, pode parar. Mas como era nossa primeira parada, surge aquela duvida, se é pago, se não é, se pode parar, se não pode. Demos algumas voltas, entrei em alguns locais errados e finalmente achamos um local pra parar.

E lá vem a luta de descer com todas as malas, bolsas, sacolas, mochilas e papagaios pra ir pro hotel. Eu e o Cássio estávamos com uma mochila cada e uma mala grande pros dois. Mas Carol e Renato que vinham de outra viagem estavam com bastante bagagem e saímos empilhados do carro.

Carregar malas em carpete é algo que devia ser título de maratona. “Maior peso e quantidade nos 500m de carpete fofo”. Hahaha

Fizemos check in, que foi bem rápido e nos dirigimos pros quartos. Carol e Cássio que ficaram encarregados do check in, não lembraram de pedir quartos próximos e nem fizeram check in juntos, então fomos parar cada um em uma torre de apartamentos o que dificultou um tico nosso dinâmica.

Estávamos todos famintos e combinamos de deixar as malas no quarto, dar uma ajeitada na face e descer pra irmos comer algo. Pelo tardar da hora escolhemos comer no saguão mesmo, que sempre tem algumas opções de comida. Fomos de sanduicheria  com carinha de anos 60, que estava lotada de gente pós festa. Cada casal dividiu um sanduíche e uma bebida e subimos pra dormir e organizar as coisas. No outro dia combinamos as nove da manhã no salão.

Sobre o hotel, ficamos no Excalibur, apesar de não ter lido coisas muito boas sobre ele na internet, achei super digno e confortável. Quartos grandes, com duas camas cada um, lençol macio e muitos travesseiros fofos. O banheiro é enorme e bem limpo e confortável. No box não tem aquelas cortinas ‘nojentinhas que grudam na perna durante o banho’. E mesmo sendo encarpetado, não tem cheiro de velho, nem de guardado.

A decoração dele é ok, tem suas características de castelo, mas não é chique. O saguão é cheio de máquinas de jogos e tudo é meio caótico e muito iluminado, mas tem um cheirinho bem gostoso e aconchegante. Como é permitido fumar no saguão se não fosse o cheirinho, seria insuportável!

Tomamos um banho bem quente (ahhh melhor parte de banho de hotel) e cama!

Nosso quarto era voltado para os fundos do hotel. A vista não era das mais bonitas (via-se os quartos e telhados e estruturas do hotel), mas pelo menos da janela era possível ver o sol nascer e não tínhamos problemas com barulho.

…continua…

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Las Vegas – O ínicio

Las Vegas me surpreendeu!
Tá certo que a expectativa não era das maiores, mas felizmente voltei com o sentimento de que voltaria pra lá! É tão ruim quando não sentimos vontade de voltar né?
Quem acredita que Las Vegas é só balada, bagunça e jogatina, tá muito enganado!
O legal desta cidade é justamente a enorme (se não maior) variedade de coisas pra se fazer em uma cidade só.
  • Quer comer em um restaurante de um chef, famoso no mundo todo, lá tem.
  • Quer ir pra uma balada top, lá tem.
  • Quer comer numa pâtisserie finérrima, lá tem.
  • Quer comprar nas lojas mais caras e conceituadas do mundo, lá tem todas.
  • Quer comprar nos outlets ou em lojas de liquidação, tem também.
  • Quer ver lojas exclusivas de marcas como Coca Cola, M&M’S e Hersheys, lá tem.
  • Quer andar em lugares feitos pra serem bonitos sem gastar um centavo, tem.
  • Quer dar tiro com armas de fogo, sem precisar de porte, tem como.
  • Quer casar de última hora, é só querer.
  • Quer ver paisagens legais e diferentes, tá no lugar certo.

Enfim, deu pra entender né? Tudo que você pensar em fazer, comprar, comer e ver, possivelmente você vai achar em Las Vegas.

Não conseguimos fazer nem um terço do que tinha de opções,  mas nos divertimos (e cansamos) bastante na cidade. Mais uma vez, não fiz “o roteiro padrão tem que fazer” do lugar. Muitos pontos turísticos ficaram de fora, mas em compensação visitamos muitos lugares ‘lado B’ da cidade,  que foram bem legais!

Nossa viagem foi programadas (saiu uma promoção), uns 5 meses antes da data da viagem. Parcelamos no cartão (em 9 vezes, ainda estamos pagando =/) passagem, hotel, seguro viagem e aluguel de carro, pro restante, juntamos dinheiro nos meses que se seguiram para podermos gastar lá.

Dessa vez não fomos sozinhos, um casal de amigos (Renato e Carol) foram com a gente e dividimos quase tudo lá. Viajar com amigos é bem legal. Tem a dificuldade de ter mais vontades e expectativas a serem atendidas, mas fora isso, tudo fica melhor.

Nessa viagem em conjunto, chegamos aos porquês  de ser bom viajar com amigos.

1 – Diferente de ser só um casal, se um ficou com raiva, você tem outras pessoas pra interagir e conversar.

2 – Mesmo que esteja cansado, você tem obrigação de sair, porque tem mais pessoas dependendo do seu ânimo e assim, perde menos passeios no local.

3 – Dividindo todos os pratos, todo mundo prova várias comidas. Se for ruim, você não come muita coisa sozinha, se for bom, tem como pedir de novo. Principalmente nas porções dos EUA que sempre são enormes, é bem bom pedir dois pratos e dividir pra 4. Quase sempre dá e sobra.

4 – É mais fácil achar alguém com os gostos parecidos com o seu. Em dois casais, dá pra dois fazerem uma coisa e dois fazerem outra.

5 – As despesas em conjunto ficam mais em conta, o aluguel do carro, uma diária de hotel. Dá pra dividir muita coisa!

6 – Fazer compras em conjunto é muito mais legal, um incentiva ou desestimula o outro a comprar e ter mais opiniões é sempre bem vindo.

7 – É uma excelente oportunidade de ficar mais próximo e fortalecer a amizade.

8 – Até tomar café da manhã é divertido, sempre rola brincadeiras e zoação desde cedo.

Pra quem não sabe, Las Vegas fica no meio do deserto, por isso, programamos nossa viagem para o inicio do inverno, época que a temperatura do deserto está bem agradável. Ainda tem sol, mas já venta frio e à noite fica bem friozinho. Nunca me imagino encarando Las Vegas no verão de 45°. Quem me conhece sabe que detesto calor, suor e todas as coisas envolvidas em altas temperaturas.

Levei só um casaco mais cumprido, não era de lã e nem muito pesado. Sabia que a temperatura não ia exigir nada de lã, nem muito pesado, era mais pra ser um ‘corta vento’. Mas em compensação, levei todos acessórios que poderiam me proteger, caso o frio fosse bem frio mesmo: tinha cachecol, gorros, meia calças, luvas e meias.

#FicaADica: Acessórios são fáceis de carregar, ocupam menos espaço e te mantém quentinho, além de dar cara nova ao casaco repetido.
 Nossos amigos nos encontrariam direto em Las Vegas, saímos eu e o Cássio às 13:00 do Brasil. E viajamos 6 horas atrás no tempo. hahaha Fuso horário nessa parte é bem legal. Você fica 15 horas no avião e ainda chega super cedo no local.
Voamos de COPA. Achei bem ok. No voo de ida eu e o Cássio fomos os dois nos três bancos, o que dá um conforto maior. Fizemos dois voos, com uma escala no Panamá. O primeiro tinha entretenimento de bordo, filmes bons e um fone horrível!! Quase não dava pra escutar nada. No segundo voo não tinha nada pra ver no voo. Essa parte é bem chata. Pelo menos a comida estava boa nos dois casos.
#FicaADica: Sempre leve seu próprio fone de ouvido para o avião! Seu voo será bem melhor.

Achei o aeroporto de Las Vegas estranho. Não é aconchegante, não tem área de lazer/alimentação, é bem grande e aberto. Estava bem vazio e frio quando chegamos. Tinha suas maquininhas de caça níquel, mas nada que emocionasse pra você pensar “Yeeey, cheguei em Las Vegas”!

A hora local marcava nove da noite, mas nosso relógio biológico sabia que eram quatro da manhã. Então estávamos meio rabugentos.

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…Continua…

Casos, Eu, Homens, Ideias, Mulheres, Pensamentos, Relações, Será?

O grande problema: casamento

Nossa vida é um interminável giro, temos ciclos… mudanças comuns à todos, assim como as estações do ano. Se prestarmos bem atenção, veremos que nossa vida, não é muito diferente da do nosso vizinho e que definitivamente, a grama dele, não é a mais verde.

Quando convivemos em grupos, temos tendências a acompanhar o ritmo do mesmo, ainda mais porque normalmente convivemos com pessoas que têm a mesma opinião, gosto, idade ou condição social que nós mesmos, ou quase sempre, mais de duas características destas conjuntamente.

Quando eu estava no 1º ano do ensino médio, eu e minhas amigas, estávamos pra completar 15 anos de idade. Fui a inúmeras festas, ajudei a escrever algumas homenagens e me preocupei com um tanto bom de roupas.

No terceiro ano, a preocupação comum era a faculdade. Qual curso? Em qual faculdade? Quem está preparada.. e no final do mesmo ano, acompanhei de perto o sofrimento, dos que não passaram, e a alegria, dos que conseguiram, assim como eu, entrar em uma faculdade ( federal, diga-se de passagem).

Já na faculdade, o ciclo era outro, os amigos iam tirando a CNH, ganhando carros, e eu acompanhei de perto, novos ciclos se repetindo em muitas vidas.

No meio dos 5 anos de faculdade acompanhei muitos inícios e fins de namoros, muitas festas e decepções, muitas alegrias e tristezas. E chegando no último ano, o da minha formatura, assim como eu corria com os preparativos, podia discutir opiniões com amigas que faziam o mesmo, e enfim participei de minha primeira festa de formatura (sim, eu fui em uma festa de formatura, a primeira vez, quando já estava no 5º ano de faculdade).

Depois da minha formatura  o dilema é a carreira. Muitos claro, já estavam encaminhados na vida, já havila passado em concursos, já haviam definido seus sonhos, e outros como eu se encontravam e encontram como folha ao vento, saber que rumo tomar com o curso que escolheu.

Passado o problema da carreira, ou paralelo a ela, vejo outra fase sondar minha vida, e a de minhas amigas. E esta acredito que é a pior, ou mais difícil delas, porque depende de outra pessoa que não você: o casamento.

Eu e elas temos um problema.. ainda acreditamos em um sonho, mas que é totalmente possível de ser realizado.

Apesar de todas trabalharmos, sermos independentes, pagarmos nossas contas, termos carro próprio e sermos dedicadas, companheiras e animadas, não nos descuidarmos e planejarmos um futuro, ainda assim temos dificuldade em concretizar o sonho de um casamento de verdade.

Os noivinhos tão felizes!
Os noivinhos tão felizes!

Na verdade, o que cansa é a incerteza, as dúvidas, o medo. Muitos falam em “juntar”, mas casar “não”..engraçado ver como isso é muito diferente na cabeça dos homens e muito igual na cabeça das mulheres.

Enfim, sem solução para os conflitos, sigo com as incertezas e inseguranças que me fazem acreditar que é possível, mas que o sonho fica cada dia mais distante.

 

Eu, Ideias, Pensamentos, Relações, Será?

O passado no presente

Como já escreveu muito bem Contardo Calligaris, amar é viver sem passado e sem futuro. Sim, amar definitivamente é esquecer o passado e não viver o futuro.

Quando conhecemos uma pessoa não sabemos nada dela (normalmente), não sabemos nem o que ela fez, nem o que deixou de fazer, se já sorriu, ou se já chorou, não sabemos NADA!! Somos envolvidos pelo que a pessoa tem a oferecer agora, pelo que ela dispõe naquele momento, naquela hora, naquele minuto.

E já viu que não sentimos medo? Não temos ciúme? Não temos cobrança nenhuma a fazer??

Porque o começo de qualquer relacionamento é um conto de fadas?? Simples!! Não existem cobranças!! Os dois querem simplesmente agradar, encantar e seduzir o outro.

O cara não sabe que a barriga dela é grande,  nem que ela tem uma dívida gigante no cartão de crédito e mesmo assim comprou uma blusa nova pra sair com ele. Ela não sabe que ele deixou uma menina em casa, poucos dias atrás fazendo juras de amor, não sabe que ele limpa o nariz no meio da sala, e nem que ele prefere escutar pagode no lugar de Norah Jones… Ela só vê o quanto ele é atencioso, o quanto ele sorri lindamente, e o quanto ela quer estar com ele. Mesmo que seja escutando pagode!!

Com o passar dos dias, os dois vão se “conhecendo”, vão perguntando um ao outro, seus gostos e preferências, perguntam sobre o passado ( sabe-se lá porque, isso não ajuda em nada) e vão fechando um ao outro em conceitos malucos que a própria mente possui, e o medo começa a ganhar espaço na relação.

Se antes ela esperava a ligação dele numa boa, fazendo suas coisas e se melhorando e embelezando para poder ver ele. Agora ela fica ansiosa, se preocupa em saber onde ele está e do porque dele não ter ligado na hora combinada! Se ele está na internet, ela desespera se ele não fala com ela logo e se ele recebe mensagens, aí sim, a cabeça dela explode de dúvidas e cobranças.

Se não sabemos que a pessoa traiu seus ex companheiros, não temos medo de que isso aconteça com a gente, pois nos baseamos exclusivamente no que estamos vivendo e não no que já aconteceu.

Esquecemos, por causa do medo, que nós mudamos, que as outras pessoas mudam, e que independente disso, nós não somos de ninguém. A única coisas que temos é o momento presente, a alegria de compartilhar e de conhecer, não a si mesmo, mas às coisas do mundo, um com o outro.

Descobrir que tomar vinho seco e andar de moto, são coisas legais, quando você está bem acompanhada, independente de um “não gostar” que existia antes.

 

Afinal, o que adianta conhecermos a pessoa, o passado dela, se no fim queremos que o momento atual seja diferente de tudo que ele e ela já viveram?

É bom saber o chão que se pisa. Tatear no escuro dá medo, dá insegurança.. mas não é a paquera e a conquista constante que buscamos sempre? Não reclamamos quando isso acaba? Quando a rotina se instala e quando conhecemos o outro demasiadamente? Reclamamos também quando o outro nos surpreende com atitudes que não esperávamos, (desde que seja uma atitude que nos desagrada).

Entre sofrer com um passado e com a insegurança do futuro, melhor desfrutar do sabor do hoje.

Tarefa difícil, mas que espero conseguir.